“Três perguntas, três mentiras”: tucano histórico expõe as contradições de Flávio no JN

Flávio Bolsonaro fala ao microfone
Flávio Bolsonaro fala ao microfone. Foto: Reprodução

José Aníbal, ex-senador por São Paulo pelo PSDB, acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de responder com “três mentiras” a perguntas sobre salário mínimo, aposentadorias e gastos com saúde e educação durante entrevista a Renata Lo Prete, na TV Globo. Em publicação nas redes sociais, o tucano afirmou que as respostas contradizem declarações recentes do candidato e de sua equipe econômica.

“Ele é um político sem qualquer compromisso com o que fala”, escreveu Aníbal. O ex-senador disse que a entrevista começou com três perguntas “aparentemente combinadas”, sem apresentar, na postagem, evidências de combinação prévia.

A crítica se refere às declarações de Flávio de que manteria os reajustes do salário mínimo acima da inflação, não desvincularia a correção das aposentadorias do mínimo e não proporia mudar a Constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação.

Deixa o Flávio falar(5). A entrevista da Globo começou com três perguntas, aparentemente combinadas. Respondidas de bate pronto com três mentiras. Ele é um politico sem qualquer compromisso com o que fala. Como o pai que falava em mudar tudo e entregou sorrindo centenas de milhares de cadáveres, Flavio esconde o jogo.

“Três perguntas seguidas de três mentiras. Basta ver as falas dele e de sua equipe econômica nas últimas semanas. Disseram o contrário do que ele respondeu quando se referiram a ajuste fiscal”, afirmou Aníbal. A postagem não reproduz as declarações anteriores às quais ele se refere.

O tucano também comparou Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de Aníbal, o candidato “esconde o jogo” sobre o que pretende fazer caso chegue à Presidência.

“O disco dos reacionários não muda. Ajuste fiscal para eles é supressão de conquistas e direitos dos brasileiros”, escreveu. Aníbal acusou o senador de dizer uma coisa e depois recuar, além de esconder suas intenções durante a campanha.

“Quer o poder para fazer o que suas dissimulações escondem e falar em liberdade para golpear a democracia”, afirmou o ex-senador. Ele encerrou a publicação com um chamado à mobilização na reta final do segundo turno: “Temos oito dias para conquistar a vitória!”

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