
O Datafolha começará na terça-feira (20) uma nova pesquisa sobre a disputa pela Presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O levantamento será o primeiro do instituto após a aprovação, pelo Congresso, do fim da escala 6×1 e também após o debate na Band e as sabatinas dos dois candidatos na Globo. Com informações de O Globo.
O instituto entrevistará presencialmente 2.520 eleitores até quinta-feira (22), quando divulgará o resultado à noite. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, a pesquisa custará R$ 384,5 mil e terá margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento será o terceiro do Datafolha no segundo turno. Na rodada divulgada na quinta-feira (15), a distância entre Lula e Flávio caiu de quatro para dois pontos percentuais, cenário de empate técnico dentro da margem de erro.
Os entrevistadores perguntarão aos eleitores como avaliam a mudança aprovada pelo Congresso: “O Congresso Nacional aprovou o fim da escala de trabalho 6×1 garantindo aos trabalhadores dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial. Na sua opinião, acabar com a escala seis por um, será ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.”

Pesquisa inclui rejeição, abstenção e prioridades do eleitorado
O questionário começará com a pergunta espontânea sobre a escolha presidencial: “Se o segundo turno da eleição fosse hoje, em quem você pretende votar para presidente da República?”. Em seguida, o pesquisador apresentará os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro para uma nova indicação de voto.
O Datafolha também medirá se o eleitor considera o voto definido ou se ainda pode mudar de candidato. Outra etapa avaliará a rejeição aos dois concorrentes e a opinião dos entrevistados sobre o governo Lula.
O levantamento terá uma série de questões sobre possível abstenção no segundo turno. Os eleitores responderão se votaram no primeiro turno presidencial, no segundo turno de 2022 e na eleição municipal de dois anos atrás, além de informar se pretendem votar no domingo (25) e se o local de votação fica perto de casa.
Na parte final, os entrevistadores questionarão as expectativas para a economia e pedirão que o eleitor ordene as prioridades do próximo presidente. Entre as opções estão anistiar os condenados pela tentativa de golpe, combater a violência, gerar empregos, reduzir o endividamento, priorizar a educação, diminuir impostos e aumentar a renda.