“Tesouraço” de R$ 250 bi de Flávio vira arma de Lula na reta final da campanha

Homem de terno azul corta fotografias com uma tesoura em propaganda eleitoral
Homem de terno azul corta fotografias com uma tesoura em peça de propaganda eleitoral. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usará na última semana antes do segundo turno a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de cortar R$ 250 bilhões do Orçamento. A campanha petista pretende associar a medida ao risco de redução em programas sociais. Com informações de Metrópoles.

Lula deve abordar o tema no debate da Band previsto para esta noite. A campanha também programou para segunda-feira (19) uma peça de rádio e televisão sobre a proposta do adversário.

O comando petista avalia que a discussão sobre cortes no Orçamento preocupa sobretudo eleitores que não votaram no primeiro turno e os que ainda não definiram o voto. Esse público passou a orientar a estratégia de comunicação na reta final.

O vídeo mostra um homem de terno azul cortando, com uma tesoura, fotografias de beneficiários de iniciativas sociais. Entre os programas citados na peça estão o Bolsa Família e o Farmácia Popular.

Peça associa proposta a programas sociais

A propaganda termina com a frase: “Ou você corta Flávio Bolsonaro, ou ele vai cortar você”. O slogan sustenta a tentativa de transformar a discussão orçamentária em tema central da disputa eleitoral.

Flávio Bolsonaro nega que a economia de R$ 250 bilhões atingiria programas sociais. O candidato do PL, porém, não apresentou um plano com os itens do Orçamento que sofreriam cortes para alcançar o valor anunciado.

A campanha de Lula recorre a uma linguagem visual semelhante à usada pela então presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição de 2014. Naquele ano, programas eleitorais petistas mostravam comida desaparecendo do prato de uma família trabalhadora.

Na disputa de 2014, as peças vinculavam esse cenário a uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB). Agora, Lula pretende usar a proposta atribuída a Flávio Bolsonaro como argumento no debate e na propaganda eleitoral.

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