
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu orientação jurídica para evitar ataques às urnas eletrônicas, ao sistema eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo a coluna de Letícia Casado no UOL.
Advogados da campanha também aconselharam o senador a não fazer ameaças contra ministros, autoridades ou instituições públicas. A recomendação inclui não incentivar violência, agressões ou invasões, nem mesmo em tom de brincadeira.
A equipe alertou Flávio para não fazer piadas ou ataques ligados a raça e religião. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi denunciado ao STF em 2018 por uma piada racista feita durante um evento no Clube Hebraica, em São Paulo.
O senador ainda recebeu o conselho de não defender ruptura institucional, impedir o funcionamento dos Poderes ou fazer acusações de crime e corrupção durante o discurso.

Ataques ao STF devem seguir meios constitucionais
A diretriz da campanha permite críticas políticas ao STF, ao Congresso, ao governo e a outras instituições, desde que Flávio não pregue saídas fora da Constituição.
O candidato deve defender mudanças na legislação por meios democráticos e apresentar propostas de campanha. A estratégia busca separar críticas a decisões de autoridades de ataques ao funcionamento das instituições.
Flávio adotou, na campanha, um discurso de defesa da democracia e do Supremo Tribunal Federal (STF). Na formulação do senador, essa posição inclui defender a saída do ministro Alexandre de Moraes da Corte.
Parte dos advogados da campanha acompanhou o ato na avenida Paulista para monitorar o cumprimento das orientações dadas ao candidato.