Só 12 dos 54 ex-ministros de Bolsonaro estarão nas urnas em outubro

Jair Bolsonaro cercado por ministros de seu governo em março de 2022
Jair Bolsonaro ao lado de ministros do governo federal em março de 2022. Foto: Reprodução/Cristiano Mariz(O Globo)

Apenas 12 dos 54 ministros que integraram o governo de Jair Bolsonaro, sem contar os interinos, disputarão as eleições de outubro. O grupo representa 22% do total de titulares que passaram pela Esplanada durante a gestão do ex-presidente. Com informações de Lauro Jardim, para O Globo.

Entre os candidatos, dois concorrerão a governos estaduais, quatro buscarão vagas no Senado e seis disputarão cadeiras na Câmara dos Deputados. Metade tentará renovar os mandatos que já exerce.

O senador Sergio Moro concorrerá ao governo do Paraná. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas buscará a reeleição para permanecer no Palácio dos Bandeirantes.

Na disputa pelo Senado estarão Ciro Nogueira, candidato à reeleição pelo Piauí; João Roma, pela Bahia; Marcelo Queiroga, pela Paraíba; e Ricardo Salles, por São Paulo. Salles ocupa atualmente uma cadeira de deputado federal.

Urna eletrônica
Urna eletrônica. Foto: Divulgação/TSE

Candidatos à Câmara e ex-ministros fora da disputa

Os seis nomes que concorrerão à Câmara são Cristiane Britto, pelo Distrito Federal; Eduardo Pazuello, pelo Rio de Janeiro; Gilson Machado, por Pernambuco; Marcelo Álvaro Antônio, por Minas Gerais; Onyx Lorenzoni e Osmar Terra, ambos pelo Rio Grande do Sul.

Ciro Nogueira, Eduardo Pazuello, Marcelo Álvaro Antônio, Osmar Terra e Tarcísio de Freitas tentarão renovar os mandatos atuais. O sexto candidato à reeleição é o deputado Ricardo Salles, mas ele disputará outro cargo, com uma candidatura ao Senado.

Outros quatro ex-ministros de Bolsonaro já ocupam cadeiras no Senado e estão na metade de seus mandatos: Damares Alves, Marcos Pontes, Rogério Marinho e Tereza Cristina. Por isso, eles não precisarão disputar as eleições de outubro para permanecer no Congresso.

Quatro ex-integrantes do governo Bolsonaro estão presos por participação na trama golpista, assim como o ex-presidente. Os nomes desses antigos ministros não integram a relação dos 12 candidatos.

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