Governo Lula estima que reforma agrária alcance 266 mil famílias até o fim do mandato

Presidente Lula em encontro com trabalhadores sem-terra
Presidente Lula ao lado de trabalhadores sem-terra em Salvador (BA). Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma ter incluído 266 mil famílias no programa de reforma agrária desde o início da atual gestão. A meta do Executivo é elevar esse número para 300 mil até o fim do mandato. Com informações dz Folha de S.Paulo.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário contabiliza diferentes modalidades no total apresentado. Foram 59 mil famílias atendidas por novos assentamentos, 117 mil com propriedades reconhecidas e outras 90 mil beneficiadas pela regularização de lotes.

O resultado fica abaixo apenas do registrado no primeiro governo Lula, entre 2003 e 2006. Naquele período, 384 mil famílias entraram no programa pelos critérios adotados pela pasta.

Na comparação com o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, o ministério aponta uma expansão do ritmo da reforma agrária. A gestão anterior incluiu 21 mil famílias no programa e concentrou sua política fundiária em processos de titulação de terras.

Programa Terra da Gente reúne diferentes formas de obtenção de áreas

Bandeiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
IV Encontro Nacional do MST no ano de 1988, em Piracicaba (SP). Foto: Reprodução/Arquivo de Memória MST

O governo atribui a retomada a um conjunto de medidas chamado de “prateleira de terras”. A estratégia reúne desapropriação, compra e adjudicação, mecanismo que transfere para a União áreas pertencentes a grandes devedores.

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, afirmou que o programa Terra da Gente permitiu ampliar a disponibilidade de áreas. “Foi a estratégia fundamental para essa retomada, por destinar terras privadas, públicas e de grandes devedores para o assentamento de famílias de trabalhadores rurais”, disse.

A ministra também citou o diálogo com movimentos sociais e a criação de 182 assentamentos. Segundo ela, o governo solucionou conflitos agrários históricos durante a execução da política.

Os investimentos em desenvolvimento dos assentamentos chegaram a R$ 2,9 bilhões. O ministério afirma que os recursos permitiram construir 19 mil casas e apoiar a produção agrícola das famílias assentadas.

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