Sheik, Temer e Renzo Gracie: os envolvidos na tentativa de vender o Master

o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente Michel Temer em uma viagem de negócios a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Reprodução

A tentativa de compra do Banco Master pela Fictor Holding Financeira envolveu a participação de figuras políticas e empresariais de peso. Entre os envolvidos estão o ex-presidente Michel Temer (MDB), o mestre de jiu-jítsu bolsonarista Renzo Gracie, além de investidores árabes representados por Khamis Buharoon, da Royal Capital.

O negócio virou notícia após a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, em novembro de 2025. A Polícia Federal prendeu o banqueiro quando ele se preparava para embarcar para Dubai, para fechar a venda do Master.

A PF desconfia que a negociação visava camuflar uma fuga de Vorcaro, que sabia da iminente prisão. O plano de viagem indicava Malta como destino, um pequeno país no Mediterrâneo, o que levantou ainda mais suspeitas.

Em dezembro de 2025, um contrato foi assinado digitalmente entre a Fictor e os investidores árabes, formalizando o interesse na compra do Banco Master. No entanto, o contrato nunca se concretizou, e Vorcaro foi novamente preso. Enquanto isso, a Fictor entrou em recuperação judicial, alegando uma crise provocada pela fuga de investidores, somando dívidas de R$ 4 bilhões.

Jair Bolsonaro e Renzo Gracie. Foto: Reprodução

A compra do Master ocorreu em meio a questionamentos sobre as garantias do banco e a origem dos recursos. Temer, envolvido como intermediário político, tentou convencer grandes bancos brasileiros a apoiar a transação, mas a liquidação do banco foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após suspeitas de fraudes financeiras.

Durante esse período, Vorcaro tentou se desfazer de ativos e garantir novos investidores, incluindo árabes e russos, para salvar o banco. Renzo Gracie, amigo de Ludgero de Sousa (representante da Royal Capital), tentou culpar o PT e o presidente Lula pelo escândalo.

Os documentos relacionados ao negócio, incluindo minutas de aquisição e cartas de intenção, indicam que os investidores árabes e russos estavam dispostos a investir R$ 3 bilhões, mas a transação nunca se concretizou. A falta de transparência e o uso de CPFs brasileiros para assinatura de contratos geraram desconfiança entre os investigadores.

A crise do Banco Master também afetou diretamente o Banco de Brasília (BRB), que comprou parte dos ativos do Master. O governo do Distrito Federal, por meio de Ibaneis Rocha, foi um dos maiores defensores da transação, que acabou sendo vetada. A crise culminou na falência do Master e no acionamento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que precisou lidar com um dos maiores ressarcimentos da história.

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