
O Senado registrou 11 novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em apenas uma semana. A inclusão ocorreu entre 9 e 16 de setembro, durante a análise no Supremo de um pedido de investigação relacionado ao Caso Master. Com informações do Igor Gadelha, no Metrópoles.
Os requerimentos chegaram à Casa entre 31 de agosto e 10 de setembro, mas entraram no sistema do Senado somente no intervalo mais recente. Os pedidos se somam às representações já apresentadas contra o magistrado.
A maior parte das novas petições partiu de cidadãos sem vínculo político informado. Os autores pedem que o Senado examine a possibilidade de afastamento de Moraes do cargo.
Um dos requerimentos foi protocolado por Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República. Ele também apresentou um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF.
Pedidos também atingem Paulo Gonet e Davi Alcolumbr

Outra petição pede o impeachment simultâneo de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Gonet foi citado em conversas de Daniel Vorcaro, mas não há indícios de crime contra o chefe da Procuradoria-Geral da República.
O Senado também incluiu quatro representações contra seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP). Os documentos questionam a decisão do parlamentar de não aceitar pedidos de impeachment contra ministros do STF, independentemente das acusações apresentadas.
Alcolumbre comanda a Casa responsável por receber e dar andamento aos pedidos de impedimento de integrantes do Supremo. As representações apresentadas contra ele tratam especificamente da condução desses requerimentos.
O STF encerrou a sessão sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes no Caso Master sem tomar uma decisão. O julgamento ocorre paralelamente ao aumento de pedidos protocolados no Senado contra o ministro.