Secretários do MEC de Jair Bolsonaro apoiam a reeleição de Lula

Outrora membros do governo de Jair Bolsonaro, agora três ex-secretários do Ministério da Educação (MEC) elaboraram um manifesto de apoio à reeleição do presidente Lula (PT). São eles:

  • Alexandro Ferreira de Souza, que ocupou a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec);
  • Marco Antônio Barroso Faria, que ocupou a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres);
  • Bernardo Goytacazes de Araújo, que ocupou a Secretaria de Modalidades Especializadas, hoje com o nome de Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Eles estiveram no MEC convidados pelo ministro Ricardo Vélez Rodrigues, que ficou somente de janeiro a abril de 2019 no cargo, tempo em que defendeu o modelo de escolas cívico-militares e propôs a revisão da história do golpe militar no Brasil. O ministro havia sido professor deles na Universidade Federal de Juiz de Fora. Quando saiu, entrou em seu lugar Abraham Weintraub.

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No manifesto, o trio entende que as propostas de Flávio Bolsonaro (PL) podem trazer retrocessos para a educação. As informações, trazidas pela Folha de São Paulo, apontam que os educadores observam com preocupação as propostas de militarização de escolas e de métodos de educação voltados ao mercado.

“Entre um projeto que reafirma a educação pública como direito, política de Estado e instrumento de justiça social, e outro que subordina a escola à suspeição ideológica, à disciplina autoritária e à lógica estreita do mercado, nossa escolha é inequívoca”, dizem, em apoio a Lula.

Segundo os signatários do manifesto, eles estiveram no MEC em respeito ao convite do professor, porém não conseguiram exercer adequadamente as funções pelo aparelhamento exercido pelo escritor de extrema direita Olavo de Carvalho.

Conforme declaram, o plano de Flávio Bolsonaro também apresenta ausência de medidas para enfrentar problemas estruturais da educação pública, como a valorização e a carreira dos professores, o financiamento da educação e a infraestrutura das escolas.

Na Educação Profissional e Tecnológica, o texto critica a falta de compromissos com a Rede Federal de Institutos e a proposta de direcionar recursos da CAPES e do CNPq para outras áreas.

“O documento [com propostas de campanha] reedita e intensifica a concepção que marcou o governo de Jair Bolsonaro: decisões centralizadas, frágil coordenação entre entes federados, suspeição sobre docentes, redução da formação à empregabilidade imediata, militarização como resposta à convivência escolar e ausência de compromissos concretos com carreira, inclusão, financiamento, infraestrutura e participação social”, alerta o manifesto sobre as propostas de Flávio.

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