
O jornalista Leonardo Sakamoto avalia que a promessa de Flávio Bolsonaro (PL) de alterar a Constituição revela a intenção de promover uma reforma ampla sem convocar uma Assembleia Constituinte. Na análise feita durante o UOL News, ele descreve o projeto como uma “constituinte travestida” e prevê mudanças em direitos trabalhistas, regras ambientais e financiamento de saúde e educação num eventual governo do candidato.
Flávio falou em mudar a Constituição durante um ato em Goiânia, na terça-feira (6), ao comemorar a força da direita no Congresso eleito. Após a repercussão, afirmou que pretendia usar propostas de emenda à Constituição e seguir o processo legislativo. Sakamoto contrapõe essa agenda à retomada do debate sobre a jornada de trabalho defendida por Lula.
O senador Flávio Bolsonaro foi muito sincero com relação à primeira manifestação dele de alteração de Constituição. Sim, o bolsonarismo, na hora que voltar ao poder, vai fazer uma reforma constitucional.
Para ser mais objetivo ainda, fará uma constituinte travestida, porque precisaria convocar uma constituinte para ter um debate por uma reforma constitucional mais ampla.
Não, eles vão fazer a reforma constitucional dentro do mandato do Flávio Bolsonaro, dando a cotovelada que seja possível. Vai passar uma reforma, o máximo que puder, sem ser uma constituinte. Não tenho dúvida nenhuma.
➡️ Flávio Bolsonaro fala sobre polêmica da mudança da constituição
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— Metrópoles (@Metropoles) October 7, 2026
É aquela questão de sequestrar a atenção pública, em um momento em que o presidente Lula tenta colocar de volta a discussão que interessa mais à candidatura dele, que é a programática, puxando o fim da 6×1.
Vai se desregulamentar muita coisa no trabalho, assim como na questão ambiental. Educação e saúde serão desvinculados no orçamento da União. Muitas coisas acontecerão.
O que aconteceu? Os deputados Rick Azevedo e a Erika Hilton conseguiram dar uma nova roupagem para essa discussão e entenderam esse momento: está todo mundo cansado, exaurido, exausto. Tanto é que antes a discussão era redução de 44 para 40 horas, e agora é redução de 6×1 para 5×2, ou 4×3.