Quase cinco décadas na Nigéria: o que Norma Jibrilu ainda tem a ensinar ao Brasil, por Vanessa Africani

Quase cinco décadas na Nigéria: o que Norma Jibrilu ainda tem a ensinar ao Brasil

Por Vanessa Africani

Há histórias que explicam melhor um país do que qualquer relatório econômico. A de Norma Jibrilu é uma delas.

Brasileira, Norma chegou à Nigéria em 1978. Quase cinco décadas depois, continua vivendo no país que se tornou sua casa, sua família e também seu campo de atuação profissional. Sua trajetória permite olhar para a Nigéria por uma perspectiva que poucos brasileiros têm: a de quem acompanhou de dentro profundas transformações sociais e econômicas e construiu, ao longo de décadas, pontes entre dois países que ainda poderiam fazer muito mais juntos.

Mas Norma não é apenas uma brasileira que vive há 47 anos na Nigéria. Sua história de empresária e familiar está profundamente ligada ao país e especialmente ao Norte.

Ela é casada com Alhaji Dr. Lema Jibrilu, o Dan-Iyan Katsina, um título tradicional ligado ao Emirado de Katsina. O vínculo de sua família com a estrutura tradicional da região é ainda mais antigo: o pai de Lema foi professor de três Emirs de Katsina e de suas esposas e também exerceu a função de juiz. Era, segundo Norma, uma figura muito conhecida.

Essa inserção ajuda a explicar porque sua compreensão da Nigéria e do Norte vai muito além de uma perspectiva empresarial. Norma conhece a região por dentro das relações familiares, sociais e tradicionais.

E talvez uma das coisas mais interessantes de conversar com Norma seja justamente descobrir, aos poucos, essas outras camadas das diversas Nigérias. Gosto dessas conversas porque sou curiosa e sempre há alguma coisa nova para aprender. Foi assim que ela chegou, por exemplo, à história de Zaria e de Queen Amina, uma mulher que comandou um exército.

Mas, antes mesmo de falar do Norte, há uma coisa que fica evidente ao ouvi-los: a Nigéria é um país de enorme diversidade. Em determinado momento da nossa conversa, quando ela chama seu filho Nasir para conversar comigo, ele me explicou que essa diversidade não surgiu apenas porque existem muitos povos e línguas, mas também por uma história de formação de comunidades. Durante centenas, talvez milhares de anos, grupos que não estavam satisfeitos com a vida em uma determinada aldeia podiam simplesmente partir e formar outra. Essa mobilidade ajudou a criar uma diversidade cultural extraordinária naquele país.

E talvez uma das primeiras lições que ela tenha para o Brasil seja justamente esta: a Nigéria não pode ser tratada como um mercado único.

Conhecimento antes do investimento

Pergunto a ela o que diria a uma empresa brasileira que estivesse interessada em investir na Nigéria, mas ainda tivesse receio.

A resposta vem em uma palavra: conhecimento.

Saber quem pode ajudar. Encontrar as pessoas certas. Entender o ambiente antes de tomar decisões.

É uma recomendação que parece simples, mas que pode fazer toda a diferença em um mercado no qual relações pessoais, conhecimento local e confiança têm peso significativo.

E as oportunidades, na visão de Norma, são imensas: agricultura, mineração, turismo, cultura e economia criativa aparecem como áreas nas quais Brasil e Nigéria poderiam construir novas conexões. Há ainda uma dimensão pouco explorada: a riqueza cultural dos dois países.

Norma chama atenção para festivais, música, audiovisual e manifestações culturais brasileiras que poderiam despertar enorme interesse na Nigéria. O Brasil, segundo ela, tem muito mais a apresentar do que aquilo que normalmente exporta como imagem internacional.

Amazonas, Araguaia, festas populares, Carnaval, manifestações culturais do Nordeste. Para ela, existe um Brasil que ainda precisa ser melhor apresentado aos nigerianos.

Há também conexões culturais que parecem pequenas, mas revelam uma história muito mais profunda. Norma chama atenção, por exemplo, para o acarajé, conhecido na Nigéria como akara, uma comida que atravessou o Atlântico e permanece presente na cultura alimentar nigeriana. É uma dessas pistas de uma história compartilhada que o Brasil ainda conhece pouco.

Uma ponte que passa pela cultura, pela gastronomia… e que uma aproximação nesse sentido, pode ser mais estratégica do que parece.

Em países com forte produção cultural e mercados consumidores jovens, música, cinema, gastronomia e turismo não são apenas instrumentos de aproximação entre povos. Podem se transformar em negócios.

A Nigéria já possui uma indústria cultural de enorme alcance. O Brasil também tem ativos culturais reconhecidos mundialmente.

Há, portanto, uma possibilidade de cooperação que vai muito além da tradicional diplomacia cultural: coproduções audiovisuais, festivais, intercâmbios, turismo, gastronomia e circulação de artistas e produtores podem criar oportunidades econômicas enquanto aproximam as sociedades.

É justamente aí que a história de Norma ganha outra dimensão.

Ela não é apenas uma brasileira que vive há quase cinco décadas na Nigéria. É também alguém que testemunhou o que acontece quando brasileiros e nigerianos convivem, trabalham e constroem relações de longo prazo.

E existe também uma Nigéria que precisa ser melhor apresentada aos brasileiros.

O Norte que o Brasil ainda não conhece

Para Norma, falar simplesmente em “Norte da Nigéria” já é um erro de partida.

A região é enorme, diversa e reúne histórias, culturas e estruturas tradicionais diferentes. Sokoto, Katsina e Kano não são a mesma coisa.

Ela chama atenção para a importância histórica do Califado de Sokoto e dos antigos Emirados, como Katsina e Kano. Essas estruturas tradicionais são parte do poder político e continuam tendo enorme peso cultural e social.

É uma distinção que pode parecer distante do mundo dos negócios, mas não é.

Quem chega à Nigéria sem entender essas diferenças corre o risco de não entender o próprio mercado.

Norma insiste que uma semana não é suficiente para conhecer o Norte. É preciso tempo, convivência e, sobretudo, pessoas.

Ela conta que já recebeu, em Katsina, uma delegação de mais de 12 embaixadores de diferentes países, a pedido do Emir. Entre eles estava o Embaixador brasileiro Costa e Silva.

Para ela, esse tipo de contato é fundamental.

Não basta que diplomatas e representantes estrangeiros cheguem à Nigéria, cumpram uma agenda oficial e voltem para Abuja ou Lagos. É preciso entrar na cultura, conhecer as pessoas, entender quem exerce influência e construir relações.

Essa talvez seja uma das lições mais importantes de Norma para o Brasil.

Antes de tentar fazer negócios na Nigéria, é preciso saber quem é quem.

E isso vale também para diplomatas e cônsules.

Porque, num país tão diverso, o conhecimento local não é um detalhe da estratégia, ele faz parte da estratégia.

Onde tradição e negócios se encontram

É justamente por conhecer essa diversidade que Norma não responde de maneira simples quando pergunto qual seria o melhor lugar do Norte para um empresário brasileiro conhecer.

Sua resposta é, na verdade, uma aula sobre a complexidade do país.

Para agricultura, por exemplo, determinadas áreas entre Sokoto e Kaduna podem fazer mais sentido. Kano já possui uma tradição comercial muito forte. Outras regiões oferecem possibilidades diferentes.

A pergunta, portanto, não deveria ser apenas “onde investir?”, mas: o que você quer fazer, em que região e com quem? E isso muda completamente a conversa.

Quando perguntei à Norma sobre um único lugar que ela apresentaria a um brasileiro, ela praticamente recusou a ideia de escolher apenas um. Para a cultura, falou de Sokoto – onde o Islã se instalou inicialmente, extremamente importante para o entendimento da cultura muçulmana; para natureza, citou referências como Yankari, Jos, Bauchi e Jalingo, regiões de montanhas e vales. Para negócios, voltou à necessidade de entender o objetivo: agricultura, comércio ou outro setor podem apontar para lugares completamente diferentes.

Quando Nasir dialoga comigo, a conversa que começou como uma pergunta sobre a nova geração acabou trazendo justamente uma das ideias mais interessantes da entrevista: a ponte entre o Brasil e a Nigéria, está nas pessoas.

O Norte também guarda uma riqueza cultural que o Brasil ainda conhece pouco.

Norma fala do Festival de Argungu, tradicional competição de pesca em que os participantes disputam quem consegue capturar o maior peixe. E há um detalhe curioso: eles tentam pegar o maior peixe usando uma cabaça. O festival já recebeu atenção internacional e foi tema de documentários da BBC.

Falou também das celebrações equestres realizadas no final do Ramadã, o Durbar, quando cavaleiros vão ao encontro do Emir em cerimônias tradicionais. O Ramadã é o mês de jejum do calendário islâmico e, ao seu final, acontece um dos Eid, celebrações importantes para os muçulmanos; há ainda outro Eid cerca de 70 dias depois. No Durbar, os cavaleiros chegam com cavalos decorados para saudar o Emir.

São experiências que mostram uma Nigéria muito diferente daquela que costuma aparecer no imaginário brasileiro. De uma riqueza imensa.

E aí demonstra exatamente a questão mencionada sobre as oportunidades: turismo cultural, patrimônio, festivais e economia criativa são portas de entrada para uma relação econômica mais ampla.

Mas o que significa, de fato, fazer negócios na Nigéria?

Quando o assunto é negócio, a experiência de Norma traz uma advertência importante.

O Brasil já teve uma presença empresarial muito maior na Nigéria. Nos anos 70, 80 e 90, Norma lembra, havia a Cotia Trading, empresas brasileiras de construção, a Petrobrás e empresas brasileiras de telecomunicações. A Cotia, segundo ela, foi uma das pioneiras e chegou a receber centenas de pessoas para promover até o Carnaval brasileiro.

Um dos símbolos mais curiosos dessa presença brasileira foi o guaraná. Em Kaduna, nos anos 1980, o refrigerante produzido pela Brahma chegou a fazer parte do cotidiano da cidade; aparecia nas lojas, festas, casamentos e até nas escolas. A bebida se tornou tão popular que, décadas depois, ainda havia nigerianos perguntando se o “guarâna” voltaria.

Norma viveu esse período de perto. A antiga fábrica acabou abandonada depois de uma sucessão de dificuldades econômicas com a perda do valor da moeda, mas a memória do produto permaneceu. Para ela, a história do guaraná mostra algo importante: quando um produto brasileiro entra de verdade na vida das pessoas, ele deixa de ser apenas um negócio e passa a fazer parte da memória local.

Ela complementa dizendo que em determinado momento, a presença brasileira chegou a reunir “dois mil e poucos brasileiros” em uma região, com mais de mil famílias, ligados a projetos de construção e infraestrutura. Era uma presença brasileira de escala muito diferente da que existe hoje.

Empresas brasileiras chegaram a ter participação relevante no país, mas muitas deixaram o mercado durante períodos de crise.

Para Norma, ficou uma consequência difícil de apagar: a percepção de parte dos nigerianos de que o parceiro brasileiro pode abandonar a relação quando surgem dificuldades.

Isso produziu algo mais profundo do que uma perda comercial: uma perda de confiança e reputação.

Em mercados complexos, reputação não se constrói apenas com uma boa proposta comercial. Constrói-se com tempo, presença e capacidade de atravessar momentos difíceis.

E confiança é justamente a palavra que aparece com mais força quando Norma explica como um estrangeiro deve entrar no mercado nigeriano.

Não basta encontrar alguém que conheça o país superficialmente. O parceiro precisa entender o setor, a região e as relações locais.

Agricultura exige uma pessoa com conhecimento de agricultura. Outro setor exigirá outro tipo de interlocutor.

Em resumo: é preciso saber quem é quem na Nigéria.

Para um empresário brasileiro, talvez essa seja a recomendação mais prática de toda a conversa: estabelecer este relacionamento de confiança.

O Brasil precisa voltar, mas de outra maneira

A experiência brasileira anterior deixou um vazio.

Norma acredita que a relação entre os dois países pode voltar a crescer, mas isso exigirá mais do que uma nova rodada de missões empresariais.

Será necessário voltar com compromisso de longo prazo.

E isso vale também para a diplomacia.

Embaixadores e cônsules precisam conhecer as pessoas, visitar as regiões, compreender as diferenças culturais e construir relações para além das agendas oficiais.

Norma própria é um exemplo disso: sua experiência e seus vínculos permitiram que recebesse representantes diplomáticos em Katsina e apresentasse a eles uma realidade que dificilmente conheceriam apenas a partir de Abuja.

Ela é um pouco crítica quando fala sobre o assunto. Conta que, no passado, embaixadores iam ao Norte, participavam de eventos culturais e conheciam a sociedade local. Hoje, segundo ela, muitos representantes estrangeiros ficam concentrados em Abuja por causa das questões de segurança. O resultado, em sua avaliação, é que o Brasil deixa de conhecer uma parte importante da Nigéria e também perde a oportunidade de descobrir oportunidades econômicas, culturais e acadêmicas.

Há brasileiros vivendo há décadas na Nigéria. Há nigerianos que estudaram e viveram no Brasil. Essas pessoas podem funcionar como pontes.

Nasir, aproveita a deixa e me diz que há uma ponte ainda mais antiga, que quase desaparece quando se olha apenas para os números do comércio: os próprios brasileiros, filhos de escravizados, que retornaram à Nigéria do Brasil.

Ele explica que, especialmente a partir do século XIX, muitos brasileiros e afrodescendentes voltaram para a Nigéria. Essas pessoas trouxeram conhecimentos e habilidades técnicas e ajudaram a formar comunidades que existem até hoje.

Algumas famílias estão na Nigéria há centenas de anos e ainda carregam sobrenomes como da Silva e da Costa. Em Lagos, existe inclusive o Brazilian Quarter, uma referência física dessa história.

E talvez a parte mais curiosa dessa herança esteja na língua. No inglês pidgin nigeriano, “sabi” significa “saber”: “You sabi do this?”. A palavra foi incorporada ao uso cotidiano, e muitos nigerianos sequer sabem que existe ali uma conexão com o português.

Isso é muito mais do que uma curiosidade linguística.

É uma história compartilhada que o Brasil ainda explora pouco.

Porque, em relações internacionais, às vezes uma pessoa que conhece os dois lados vale mais do que uma pilha de relatórios.

Há uma porta que ainda precisa ser aberta

Existe, porém, uma barreira menos visível nessa aproximação: a circulação de pessoas.

Norma chama atenção para as dificuldades enfrentadas por alguns nigerianos na obtenção de vistos para o Brasil. Ela fala de reis tradicionais e de pessoas de famílias nobres na Nigéria, pessoas com recursos e posição social, que ainda assim podem enfrentar dificuldades para obter o visto brasileiro.

Ela também contou a dificuldade enfrentada por sua própria família para obter vistos brasileiros.

Sua crítica não é pela abertura indiscriminada das fronteiras. Ela reconhece a necessidade de triagem. O que defende é um processo capaz de distinguir melhor quem é quem e que permita maior eficiência.

Na própria discussão sobre vistos, aparece uma questão que interessa diretamente à política pública brasileira: como fazer uma triagem eficiente sem transformar o processo em uma barreira que afaste justamente as pessoas que poderiam ajudar a aproximar os dois países? Norma defende mais agilidade, inclusive porque vê uma classe média jovem nigeriana crescente e interessada em viajar ao Brasil.

O problema, para ela, é que essas dificuldades podem acabar transmitindo à sociedade nigeriana uma mensagem de falta de interesse do Brasil em aprofundar a relação.

E aqui há uma questão maior.

Não é possível pedir que a Nigéria conheça melhor o Brasil se o Brasil não criar caminhos para que os próprios nigerianos possam conhecê-lo.

Circulação de pessoas não é apenas turismo. É educação, negócios, cultura, investimento, pesquisa e relacionamento.

E, no longo prazo, é confiança.

A próxima Nigéria já está chegando

Norma também chama atenção para uma transformação geracional.

Seus filhos são apaixonados pelo Brasil. Durante nossa conversa, Nasir me falou com empolgação sobre meu questionamento sobre essa ponte entre os dois países.

Por ter crescido entre as duas culturas, ele me trouxe uma resposta que talvez seja mais simples do que qualquer formulação diplomática: a “energia das pessoas”. Ele vê nos nigerianos uma alegria, uma abertura e uma facilidade para fazer amizade que reconhece imediatamente nos brasileiros. “Você pode fazer amizade até dentro de um elevador no Brasil”, disse. Para ele, essa semelhança é uma das coisas que aproximam os dois países.

Os filhos de Norma, pertencem a uma geração mais globalizada, que cresceram convivendo com pessoas de diferentes regiões nigerianas, de várias partes do mundo e que, segundo ela, têm uma visão diferente não só da Nigéria, mas do mundo.

Essa geração ocupará posições importantes nos próximos anos.

Para o Brasil, isso significa que não basta pensar na Nigéria de hoje.

É preciso construir relações com quem estará comandando empresas, instituições e projetos amanhã.

E isso significa começar agora.

O que Norma ainda tem a ensinar ao Brasil

Depois de quase cinco décadas, Norma conhece tanto as possibilidades quanto as contradições da Nigéria.

Ela conheceu uma geração de nigerianos que hoje está envelhecendo; acompanhou a chegada de uma nova geração; viu empresas brasileiras prosperarem e depois partirem; recebeu diplomatas estrangeiros em Katsina; conheceu de perto a força das tradições dos Emirados; viu milhares de brasileiros irem e virem; e construiu sua própria família entre Brasil e Nigéria.

Também conheceu uma Nigéria que o Brasil raramente enxerga: a dos retornados que levaram de volta conhecimentos e tradições brasileiras; a das palavras portuguesas escondidas no inglês pidgin; a dos sobrenomes brasileiros que permanecem na sociedade nigeriana; e a de uma nova geração que consegue transitar naturalmente entre os dois países.

Sua história é, portanto, muito maior do que a de uma brasileira que vive longe de casa.

É uma história sobre pertencimento, confiança e permanência.

E talvez essa seja a principal lição para o Brasil.

A Nigéria é grande demais, diversa demais e estratégica demais para ser compreendida de fora, em uma visita rápida ou por meio de estereótipos.

Ela também é próxima demais do Brasil para que continuemos tratando essa relação como se estivesse começando do zero.

Para fazer negócios, é preciso conhecer as pessoas.

Para construir confiança, é preciso permanecer.

E para aproximar os dois países, é preciso permitir que eles se conheçam.

Quase cinco décadas depois de chegar à Nigéria, Norma Jibrilu continua fazendo exatamente isso: construindo uma ponte entre dois países que, apesar da distância, têm muito mais em comum (e muito mais a ganhar juntos) do que ainda possamos imaginar.

Vanessa Africani, especialista em comunicação e marketing com experiência profissional em promoção de negócios. Atua na promoção com ênfase no continente africano e na promoção de relações bilaterais e comerciais com diversos países do Mercosul, Américas e África.

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