
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou nesta segunda-feira (12) que buscará um acordo de aproximação com a União Europeia na cúpula marcada para 20 de novembro. Ele pediu apoio do Parlamento para construir uma relação mais estreita com o bloco.
A proposta inclui alinhar padrões alimentares, conectar sistemas de comércio de emissões de carbono e ampliar oportunidades para jovens viverem, trabalharem e estudarem no exterior. Burnham argumentou que manter a situação atual não é suficiente para impulsionar a economia britânica.
No mês passado, o premiê disse que poderia defender o retorno à União Europeia nas próximas eleições gerais. Isso não significa que a volta ao bloco tenha sido decidida ou que um novo referendo esteja marcado. Nesta segunda, ele afirmou que qualquer decisão caberá ao público britânico.
Andy Burnham just denied in Parliament that he said there was Russian interference in the Brexit referendum.
As he suggested in the House, I went back and looked again.
He did.
He put it ‘clearly on the record.’ pic.twitter.com/qsYINMqvYS— FreeByTheSea (@Free_ByTheSea) October 12, 2026
Em entrevista ao podcast “The Rest Is Politics”, divulgada no domingo (11), Burnham também acusou a Rússia de interferir no referendo do Brexit, em 2016. Disse ter recebido essa informação após assumir o governo, em julho, mas não explicou os métodos nem apresentou as evidências. Moscou já negou interferência, e sua embaixada não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.
Um relatório parlamentar de 2020 concluiu que o governo britânico não havia investigado adequadamente a possibilidade de atuação russa no referendo. A votação de 2016 terminou com aproximadamente 52% a favor da saída da UE e 48% pela permanência.