
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que as manifestações realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro deram fôlego à candidatura do petista à reeleição em 2026. A leitura interna é que os atos ajudaram Lula a ganhar terreno na disputa pelo segundo turno.
Com essa avaliação, Lula decidiu colocar a ocupação das ruas no centro da estratégia eleitoral até a etapa final da campanha. Aliados já organizam novos atos para os próximos dias.
Em reunião interna, o presidente comparou o cenário da campanha a uma partida de futebol. Lula disse a interlocutores que “a torcida entrou em campo para ajudar o time que estava perdendo”.
Aliados do petista citam levantamentos internos para sustentar a percepção de recuperação após os atos. Os números não foram divulgados pela campanha.

Levantamentos internos ainda apontam Flávio Bolsonaro à frente
As mesmas pesquisas usadas por aliados de Lula ainda mostram o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente. A vantagem, porém, convive com a avaliação de que o presidente reduziu distância na disputa.
Integrantes da campanha afirmam que parte da mobilização ocorreu de forma espontânea, sem participação necessária da coordenação eleitoral. A estratégia agora busca aproveitar esse movimento com novas atividades públicas.
Aliados comparam as manifestações às mobilizações de 2013, quando milhares de pessoas foram às ruas sem uma liderança clara. A referência serve para destacar a adesão popular aos atos, na visão do grupo de Lula.
A campanha pretende manter a agenda de rua nos próximos dias enquanto articula novas manifestações. A definição de locais e datas deve orientar a atuação do presidente e de seus aliados na reta rumo ao segundo turno.