
A vitória de Ana Paula Renault no Big Brother merece uma boa reflexão. Jornalista, assumidamente de esquerda, antifascista, com um perfil que não fecha com a imagem predominante das figuras públicas brasileiras hoje, a mineira teve 75,94% dos votos.
As ciências sociais, que andam atrapalhadas com o mundo do século 21, poderiam se dedicar a esse fenômeno, mas sem conclusões apressadas.
O que faz uma mulher destemida (e chamada de forma também depreciativa de ‘veterana’) ter tanta aceitação num contexto nacional de ultraconservadorismo, mentira, ódio e preconceito?
O Big Brother é considerado, de forma preconceituosa, o programa da audiência da alienação. Mas como pessoas alienadas votam numa mulher assumidamente de esquerda?
Não fecha. Como o progressismo da jornalista afrontou e sobreviveu a um ambiente conservador e a um público também reacionário? O caso de Ana Paula é único como fenômeno pop e político no Brasil.
MACHOS
Eu achava que o ator Juliano Cazarré fosse paulista, pelo seu jeitão de Sorocaba. Mas é gaúcho de Pelotas.
Cazarré vai organizar o maior evento de homens héteros do Brasil, em julho em São Paulo.
Um paulista não iria superar um gaúcho e ter essa ideia redentora do macho autêntico, forte e destemido.
Defendo que todos os participantes cheguem montados a cavalo, com bombacha verde e camiseta amarela. Mais um modelo a toda Terra.

ATÉ TU, GASPARI?
Elio Gaspari se joga de cabeça na campanha da extrema direita para atacar Haddad e defender Tarcísio.
Segundo Gaspari, o ministro é o culpado pela disseminação das bets.
Largaram Lulinha. Haddad é o novo alvo.