
A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres espera que seu pedido de revisão criminal seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois das eleições. Segundo a Folha de S.Paulo, o advogado Eumar Novacki demonstrou confiança nessa possibilidade após a notícia de que Kassio Nunes Marques pretende levar ao plenário pedido semelhante de Jair Bolsonaro.
Torres foi condenado a 24 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Ele apresentou o pedido de revisão em agosto e solicita autorização para aguardar o julgamento em liberdade. A expectativa da defesa não equivale a uma decisão do tribunal nem à confirmação de uma data para análise.
Nunes Marques é relator das revisões apresentadas por Torres e Bolsonaro. De acordo com a Folha, o ministro pretende submeter o caso do ex-presidente ao julgamento depois do segundo turno, independentemente do resultado eleitoral, e também avalia a possibilidade de uma liminar.

A defesa de Torres afirma que provas foram desconsideradas pela Primeira Turma. Um de seus argumentos é que a minuta encontrada na casa do ex-ministro não era igual ao documento recuperado no celular de Mauro Cid. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a revisão em 9 de setembro.
Torres chefiou o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro e era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro de 2023. Sua condenação envolve a minuta golpista, a omissão nos ataques às sedes dos Poderes e as blitzes que dificultaram a votação de eleitores de Lula em 2022. Ele permanece preso na Papudinha.