Campanha de Lula aciona TSE contra X de Musk por bloqueios durante ato em SP

Logomarca do X na tela de um smartphone
Logomarca do X exibida na tela de um smartphone. Foto: Reprodução

A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o X por supostas restrições a publicações favoráveis à campanha e a hashtags usadas no ato da Avenida Paulista, em São Paulo. A representação chegou ao tribunal na segunda-feira (12), um dia após a mobilização de Lula.

A campanha afirma que a plataforma impediu novas postagens de perfis oficiais e de apoiadores durante o evento. A ação cita bloqueios às hashtags #LulaNaPaulista e #ExercitoDoLulaemCampo, que figuravam entre os assuntos mais comentados da rede.

A representação sustenta que as restrições prejudicaram a divulgação do ato e afetaram a igualdade de condições entre os candidatos no segundo turno. O documento inclui capturas de tela de usuários que teriam enfrentado dificuldades para publicar conteúdos ligados à mobilização.

A coligação também questiona o preenchimento automático da plataforma. Ao digitar #LulaNa, usuários recebiam como sugestão prioritária #LulaNaCadeia, expressão de teor negativo que não aparecia entre os dez assuntos mais comentados no momento registrado pela campanha.

Manifestação popular em defesa da democracia
Manifestação popular em defesa da democracia. Foto: Reprodução

Campanha pede liminar e dados técnicos do X

Os advogados pediram uma decisão liminar para obrigar o X a interromper as supostas restrições a conteúdos de Lula e de seus apoiadores. A medida também busca suspender a associação automática entre hashtags favoráveis ao petista e termos depreciativos.

A ação solicita informações técnicas sobre os motivos para as recusas de publicação, os critérios de ordenação dos assuntos mais comentados e o funcionamento das sugestões automáticas de busca. A coligação quer ainda dados sobre anúncios políticos pagos por terceiros estrangeiros, com a identificação dos responsáveis pelos pagamentos.

O coordenador jurídico da campanha, Angelo Ferraro, afirmou que “a transparência dos critérios de moderação e distribuição de conteúdo é fundamental para garantir a isonomia entre os candidatos e preservar a liberdade de expressão dos eleitores”.

O registro processual distribuiu o caso à ministra auxiliar Estela Aranha. A coligação pediu que o processo siga para o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator de outra ação contra a Meta por supostas restrições à circulação de conteúdos ligados à campanha petista no Instagram e no Facebook.

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