Pesquisa expõe déficit na educação: 18 estados gastam menos da metade do ideal por aluno

Estudantes participam de curso de robótica e empreendedorismo tecnológico em escola de Caucaia, no Ceará. Foto: Renato Stockler/Prêmio Empreendedor Social 2026
Estudantes participam de curso de robótica e empreendedorismo tecnológico em escola de Caucaia, no Ceará. Foto: Renato Stockler/Prêmio Empreendedor Social 2026

Dezoito dos 27 estados e o Distrito Federal gastaram, em média, menos da metade do valor considerado ideal por aluno na educação pública entre 2021 e 2025, aponta um estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). O levantamento usa como referência o Custo Aluno Qualidade (CAQ), indicador que calcula o investimento anual necessário para assegurar condições adequadas de ensino.

Na estimativa considerada mais realista pelo instituto, apenas o Distrito Federal superou o parâmetro. O DF investiu R$ 16 mil por matrícula ao ano, diante de uma referência de R$ 10 mil estabelecida pelo estudo.

O Maranhão teve o menor gasto médio entre as unidades da Federação: R$ 2,8 mil por estudante, o equivalente a cerca de 22% dos R$ 12,6 mil apontados como necessários. Alagoas aplicou aproximadamente 25% do referencial, enquanto o Ceará chegou a 28%.

No Piauí, onde o CAQ alcança R$ 15,5 mil por aluno ao ano, o maior valor de referência do país, o investimento médio ficou em R$ 3,7 mil. O estado ficou distante do patamar projetado para financiar a oferta educacional adequada.

São Paulo, Amapá e Acre ficaram mais próximos da referência

Escola Estadual Rui Bloem, em São Paulo. Foto: Rogéro Cassimiro/Seduc-SP
Escola Estadual Rui Bloem, em São Paulo. Foto: Rogéro Cassimiro/Seduc-SP

São Paulo aparece entre as unidades que mais se aproximaram do CAQ na estimativa realista. O gasto anual foi de R$ 8,3 mil por matrícula, cerca de 77% dos R$ 10,8 mil definidos como referência para o estado.

O Amapá também atingiu 77% do valor ideal calculado pelo Inesc. No Acre, o investimento correspondeu a 74% do parâmetro, percentual que o colocou entre os estados com menor distância em relação ao CAQ.

Minas Gerais e Rio Grande do Sul ficaram abaixo do valor de referência mesmo na estimativa mais otimista apresentada pelo estudo. Os dados apontam que a insuficiência de recursos não se limita aos estados com os menores gastos absolutos por estudante.

O levantamento também destaca que a maior parte das matrículas de estudantes pretos e pardos da rede pública se concentra no Nordeste, região em que os estados registram gastos por aluno abaixo da média nacional.

Artigo Anterior

TSE investiga apoio irregular de Marçal e site de cripto a Flávio Bolsonaro

Próximo Artigo

Canal de Flávio Bolsonaro espalha fake News atribuídas a ato de Lula na Paulista

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!