
A médica Marcella Segato de Sousa Melo pediu desculpas após sugerir, em um grupo de profissionais de saúde, que pacientes simpatizantes do PT não recebessem alta hospitalar. Ela perdeu o vínculo terceirizado com o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), e uma denúncia chegou ao Ministério Público Federal (MPF).
Em nota divulgada à imprensa, Marcella se dirigiu às pacientes, às famílias, aos colegas, aos internos e ao hospital. “Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional”, afirmou.
A médica declarou que as mensagens não se converteram em conduta no atendimento. Ela sustentou que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada e que a equipe adotou exclusivamente critérios clínicos para avaliar e liberar as pacientes.
Marcella também afirmou que nunca considerou preferência política em avaliações médicas. “O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação”, disse na nota.
Mensagem foi enviada antes do primeiro turno

Na sexta-feira (2), antes da votação do primeiro turno, Marcella escreveu no grupo de médicos: “Boa sexta a todos. Quem estiver na enfermaria no domingo, não é para dar alta para ninguém, a maioria é petista”.
Um integrante do grupo respondeu à mensagem com uma figurinha de Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo. Outros 12 participantes reagiram com emojis de risada, joinha e bandeira do Brasil.
Na manifestação pública, a médica disse que realiza partos desde 2017 para mulheres de “diferentes origens e convicções”. Ela afirmou que esse histórico profissional orienta sua atuação na área da saúde.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que apura as denúncias relacionadas à médica sob sigilo, como determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.