
O delegado Andrei Rodrigues deixou a sala da direção-geral da Polícia Federal, em Brasília, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar seu afastamento do cargo. Mesmo fora da chefia, ele trabalha com a expectativa de retornar ao posto.
Rodrigues ainda não retirou seus pertences das gavetas da sala que ocupava na sede da corporação. O gesto acompanha a avaliação de que o afastamento pode ter curta duração.
Integrantes da Polícia Federal também acreditam na possibilidade de reversão da decisão. Na cúpula do órgão, a expectativa é que Rodrigues recupere o cargo após uma definição do STF.
A principal aposta para derrubar o afastamento é a ação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU). O pedido questiona a decisão tomada por Mendonça contra o então diretor-geral da PF.

AGU e comando interino da Polícia Federal
Dentro da corporação, o advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu críticas pela demora para protocolar a ação. Integrantes da cúpula da PF defendiam que a AGU apresentasse o pedido logo depois da decisão de Mendonça.
O delegado William Marcel Murad, número dois da Polícia Federal, assumiu a chefia do órgão na terça-feira (8), depois do afastamento de Rodrigues.
Murad é o nome defendido pela cúpula da corporação para permanecer no comando enquanto o STF não define a situação de Andrei Rodrigues. A escolha busca manter a direção da PF sob responsabilidade de um integrante da atual gestão.
O retorno de Rodrigues depende do julgamento do pedido da AGU para suspender a medida determinada por André Mendonça.