
O Partido Novo apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um pedido para declarar a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas investigações sobre o Banco Master que tramitam na Corte, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.
A legenda quer impedir a atuação de Gonet no caso após o nome do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) aparecer em relatório da Polícia Federal produzido a partir de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na petição, o Novo pede que o STF reconheça sua legitimidade excepcional para apresentar a arguição de suspeição. No mérito, a sigla solicita o afastamento do procurador-geral das apurações relacionadas ao banco.
As advogadas Carolina Sponza e Carolina Siebra e o desembargador aposentado Sebastião Coelho assinam o documento entregue a Fachin.

Partido cita possível viagem para evento em Londres
O Novo alega que o relatório solicitado pelo ministro André Mendonça traz elementos que levantariam dúvidas objetivas sobre a imparcialidade de Gonet. Entre eles, a legenda menciona um suposto pedido para que Vorcaro custeasse a viagem do filho do procurador-geral a um evento jurídico em Londres.
Segundo o pedido, o Banco Master financiou o evento citado pela sigla. A petição usa esse episódio como fundamento para defender que Gonet não continue à frente das investigações no Supremo.
O partido também argumenta que o caso tem uma situação processual atípica porque os próprios investigados poderiam não questionar a permanência do procurador-geral caso avaliassem que sua atuação poderia levar a decisões favoráveis às defesas.
Além da arguição encaminhada a Fachin, o Novo já pediu o impeachment de Gonet e solicitou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a designação de um subprocurador-geral da República para atuar nas investigações do caso Banco Master.