“Nazistas de Kiev enfrentarão o mesmo destino que os nazistas alemães”

Yuri Afonin, primeiro vice-presidente do Comitê Central do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), foi o entrevistadonesta terça-feira (18), no programa “60 Minutos“. A entrevista, transmitida pelo canal de televisão Rússia-1, abordou diversos assuntos, entre eles o ressurgimento do militarismo japonês e a guerra na Ucrânia.

Ele foi questionado sobre a reação do Japão à visita de Vladimir Putin à ilha de Iturup, nas Curilas do Sul. Afonin afirmou que Tóquio não tem o direito de determinar onde o presidente russo pode viajar e classificou as ilhas como território russo. Por outro lado, o dirigente comunista criticou duramente o Japão, cujas autoridades promovem visitas regulares ao santuário Yasukuni, que homenageia criminosos de guerra condenados após a Segunda Guerra Mundial. “É como se Berlim tivesse um santuário em homenagem aos soldados da Wehrmacht e da SS e aos generais de Hitler. Após os crimes monstruosos cometidos pelo Japão militarista durante a Segunda Guerra Mundial (mais de 30 milhões de vítimas somente na China!), os japoneses definitivamente não deveriam sequer cogitar a possibilidade de rever os resultados do conflito”, declarou o dirigente comunista.

Para Afonin, o Japão é uma espécie de porta-aviões fixo dos EUA na região e “a elite japonesa, liderada pelo imperador, está profundamente imbuída de um espírito militarista e sente-se impune sob a proteção de seu ‘irmão maior’ — o imperialismo americano”.

Sobre o conflito com a Ucrânia, Afonin considera que o regime de Kiev está adotando a mesma tática meramente propagandística usada por Hitler quando a guerra já estava perdida. Na ocasião, os nazistas lançaram uma campanha de ataques massivos com foguetes V-1 e V-2 que não tinha qualquer efeito prático no curso das batalhas. “Atualmente, nossas tropas estão avançando na frente de batalha. Estamos destruindo as defesas ucranianas com ataques direcionados, e Kiev, em vez de reforçar a linha de frente, lança centenas de drones diariamente, na esperança de atingir qualquer coisa. A Ucrânia e o Ocidente estão usando esse terror para forçar a Rússia a negociações desfavoráveis, mas não terão sucesso. Negociaremos apenas a partir de uma posição de força. E os nazistas de Kiev enfrentarão o mesmo destino que os nazistas alemães. A Rússia continuará avançando e ampliará os ataques contra a infraestrutura militar e as empresas de defesa ucranianas”, declarou Yuri Afonin.

Antifascistas espanhóis convocam contramanifestação neste sábado para enfrentar a extrema-direita

Organizações antifascistas de Barcelona convocaram uma contramanifestação para este sábado (22), contra o movimento ultradireitista Save Europe Act. O grupo neofascista fará sua primeira mobilização na Espanha, na praça de Sant Jaume, onde defenderá a chamada “remigração”, proposta que prega a devolução sistemática de imigrantes a seus países de origem.

A resposta antifascista está marcada para as 18h, uma hora antes do ato da extrema-direita, no mesmo local. Após mobilizações na França no fim de semana anterior, o Save Europe Act deverá seguir para Madri, onde programou nova concentração no dia 29.

A iniciativa foi apresentada à Comissão Europeia em 8 de junho sob o lema “salvar a Europa da migração”, mas rejeitada em 22 de julho por ser considerada “manifestamente contrária aos valores da União Europeia”. Seus defensores dizem que os europeus nativos correm o risco de se tornar minoria e propõem restringir pedidos de asilo.

O movimento tem apoio de setores da extrema-direita, incluindo o Vox e seu líder, Santiago Abascal. O grupo ultranacionalista Reconquista ajuda a organizar o ato, que deve exibir uma faixa de cerca de 400 metros quadrados reivindicando a repatriação de imigrantes.

Partidos de esquerda, como a CUP (Candidatura de Unidade Popular) e os Comuns, pediram que a prefeitura e o governo catalão impeçam a manifestação. Para Gerardo Pisarello, do Comuns, Barcelona não pode servir de vitrine para o supremacismo branco e propostas de expulsão em massa. Os antifascistas prometem resposta unificada nas ruas. Fonte: Mundo Obrero, órgão do Partido Comunista da Espanha.

Austrália vive grave crise de moradia

Um homem aborígene australiano sem-teto sentado no chão no centro de Sydney

Reportagem publicada no site do Partido Comunista da Austrália (The Guardian) relata que a questão da falta de moradia “continua a piorar em todo o país”.

Segundo dados da Mission Australia, ONG cristã que trata do tema, 3.200 pessoas por hora procuram a entidade em busca de ajuda relacionada à falta de moradia.

No levantamento mais recente da entidade, mais de 122 mil pessoas foram estimadas como desabrigadas na Austrália. Como sempre, essa estatística tem um corte de classe, pois 20% dos sem-teto são pessoas de povos originários, que representam 4,3% da população.

Outros dados impactantes: entre os adultos que pagam aluguel, mais da metade vive em insegurança alimentar. Em seis anos, os aluguéis da Austrália Ocidental (maior estado do país) aumentaram em 75%, enquanto “os salários certamente não subiram 75% em nenhum lugar da Austrália”, segundo a matéria.

Enquanto a extrema-direita local culpa os imigrantes pelo problema (que surpresa, não?) os comunistas australianos apresentam sua visão. Para eles, “o que é necessário é um compromisso com a habitação pública, construída e de propriedade do governo e administrada não para obter lucro, mas para fornecer às pessoas um lugar seguro para viver. O que a Austrália precisa é de uma expansão maciça da habitação pública, construída e administrada pelo setor público. O setor privado falhou repetidamente em atender às necessidades das pessoas. O Partido Comunista da Austrália reconhece a habitação como um direito humano básico. Em uma nação moderna, industrializada e relativamente rica como a Austrália, não há desculpa para a falta de moradia ou para que as pessoas sejam forçadas a viver em condições indignas. Mesmo a ideia de uma casa gratuita fornecida pelo Estado não deve estar fora de discussão em um país como o nosso”.

Após problemas no porta-aviões Lincoln, um destroier americano sofre avaria

Benfold, um destróier americano, ficou sem energia durante quatro dias no Mar do Sul da China, em julho. Segundo o USNI News, fonte citada pelo site MPR21, uma pane em seus geradores deixou o navio imobilizado antes que ele fosse rebocado para a Baía de Subic, nas Filipinas.

O navio, da classe Arleigh Burke, estava na região (também chamada Mar da China Meridional) quando sofreu a falha técnica. O apagão interrompeu vários sistemas essenciais para o cotidiano da tripulação, incluindo o ar-condicionado, os banheiros e as instalações da cozinha.

O incidente ocorreu em 24 de julho, enquanto o Benfold realizava operações na região. Não houve registro de feridos, de acordo com informações fornecidas pela Sétima Frota dos Estados Unidos. No entanto, a situação impediu que o destroier prosseguisse em sua rota habitual.

Essa avaria ocorre em um momento em que os Estados Unidos não podem contar com o emprego do porta-aviões Abraham Lincoln. O porta-aviões está em operação há mais de 260 dias, dos quais mais de 200 sem fazer escala em um porto. Essa duração excepcional gerou preocupação com o cansaço da tripulação, com os suprimentos e com as condições de vida a bordo. O navio transporta aproximadamente 5 mil marinheiros.

Reportagens da imprensa também mencionam problemas de encanamento, escassez de alimentos e falta de suprimentos essenciais. As dificuldades do Lincoln e a avaria do Benfold ilustram as limitações enfrentadas pelos navios de guerra americanos que participam de operações prolongadas em múltiplos teatros de operações.

O contexto também é marcado pelo anúncio da substituição do Lincoln. Segundo a Associated Press, o porta-aviões George Washington foi enviado ao Oriente Médio para substituir o navio após seu prolongado período de operação. Essa mudança ocorre em um momento em que a Marinha dos Estados Unidos precisa manter simultaneamente sua presença na Ásia Ocidental e no Indo-Pacífico.

A mistura entre crime e fé é cada vez mais objeto de debates, com algumas facções criminosas ostentando abertamente, como parte de seu “ideário”, a crença evangélica neopentecostal. Essa combinação, no entanto, é um fenômeno antigo no Brasil, basta lembrarmos dos cangaceiros e jagunços, em geral católicos devotos. No final do século 19, Euclides da Cunha, no livro “Os Sertões”, conta sobre o Santuário do Bom Jesus da Lapa, que fica em uma gruta em forma de nave de igreja, na Bahia e que até hoje recebe muitos peregrinos. Narra o escritor:

O clavinoteiro ali entra, contrito, descoberto. Traz à mão o chapéu de couro, e a arma à bandoleira. Tomba genuflexo, a fronte abatida sobre o chão úmido do calcário transudante… E reza. Sonda longo tempo, batendo no peito, as velhas culpas. Ao cabo cumpre devotamente a promessa que fizera para que lhe fosse favorável o último conflito que travara: entrega ao Bom Jesus o trabuco famoso, tendo na coronha alguns talhos de canivete lembrando o número de mortes cometidas. Sai desapertado de remorsos, feliz pelo tributo que rendeu. Amatula-se de novo à quadrilha. Reata a vida temerosa (…) São lugares (como o Santuário do Bom Jesus da Lapa) em que se normalizou a desordem esteada no banditismo disciplinado”.

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