
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende entrar para a história “nem que seja como presidente de transição”. A declaração ocorreu durante um almoço com empresários em São Paulo, segundo o Metrópoles.
Flávio estava no palco com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Depois de elogiar a passagem de Tarcísio pelo Ministério da Infraestrutura e pelo governo paulista, dirigiu-se ao governador e disse que o Brasil precisa atravessar o que chamou de “mar revolto”.
O candidato não explicou qual transição pretende conduzir. A expressão aparece, porém, no contexto de sua promessa de exercer apenas um mandato caso seja eleito. Em março, Flávio apresentou uma proposta de emenda à Constituição para impedir que o presidente eleito em 2026 dispute a reeleição em 2030. O texto ainda depende da aprovação do Congresso.
🗳️ ELEIÇÕES | Com Tarcísio, Flávio fala em ser “presidente de transição” pic.twitter.com/HnjMTH1uWM
— Metrópoles (@Metropoles) August 20, 2026
Horas antes do almoço, Tarcísio havia mencionado o compromisso de Flávio com um mandato único. A presença do governador deu peso político à declaração porque ele é candidato à reeleição em São Paulo e costuma ser citado por aliados como possível presidenciável no futuro. Flávio, entretanto, não apontou Tarcísio como sucessor nem apresentou um acordo para 2030.
No mesmo evento, o senador voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal. Ele disse olhar para a Corte com “nojo” e prometeu indicar ministros contrários ao aborto e às drogas caso seja eleito.
Flávio afirmou ainda que seus 24 anos de vida pública teriam funcionado como preparação para a Presidência. O encontro ocorreu em um restaurante de um shopping na Mooca, na zona leste paulistana. Apesar da referência à transição, o candidato não detalhou o significado político ou administrativo da expressão.