
Autoridades dos Estados Unidos acusaram Jessica Bowie, de 35 anos, de planejar um ataque inspirado pelo Estado Islâmico contra o Capitólio do Estado de Nova York, em Albany. O Departamento de Justiça afirma que ela pretendia instalar um dispositivo explosivo no prédio para matar autoridades públicas.
Bowie foi detida na quarta-feira (19), depois de obter o que acreditava ser um dispositivo explosivo. A acusação sustenta que ela planejava usar o artefato contra a sede do Legislativo estadual.
Investigadores afirmam que a moradora de Albany visitou as dependências do Capitólio e fotografou o edifício antes da prisão. As visitas integram os elementos citados pelo Departamento de Justiça na acusação.
Ao descrever o alvo, Bowie teria dito que queria provocar um “impacto no sistema americano”. Segundo o Departamento de Justiça, ela também planejava fugir para uma área controlada pelo Estado Islâmico na Síria após o ataque.

O Departamento de Justiça disse que Bowie publicou mensagens antiamericanas na internet e comemorou os atentados de 11 de setembro de 2001. Naquele dia, integrantes da Al-Qaeda sequestraram aviões comerciais e atingiram o World Trade Center, o Pentágono e uma área próxima a Shanksville, na Pensilvânia.
Não foi possível localizar imediatamente um advogado de Bowie para comentar as acusações. O caso foi anunciado por John A. Eisenberg, procurador-geral adjunto para segurança nacional.
Após a prisão, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o estado tomou medidas para reforçar a segurança no Capitólio e em outros órgãos públicos. Ela associou a providência ao aumento da violência política e das ameaças contra autoridades.
“Embora não haja nenhuma ameaça imediata neste momento, continuaremos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros das forças de segurança para proteger os nova-iorquinos e manter nossas comunidades seguras”, afirmou Hochul em comunicado.