
A campanha de Sergio Moro (PL) recebeu R$ 50 mil do advogado João Alberto Graça, que em 2018 foi preso duas vezes pela Polícia Federal, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Em uma das ocasiões, durante operação que apurava fraudes envolvendo pagamento de propina, ele jogou o celular no vaso sanitário.
A contribuição constava nos registros da Justiça Eleitoral e Moro disse que devolveu o valor. “Informamos que os valores recebidos pela campanha Sergio Moro Governador, em doação feita por João Alberto Graça, foram integralmente devolvidos”, disse a assessoria do senador.
Graça atuou como assessor do Ministério do Trabalho e virou alvo da Operação Registro Espúrio, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes na pasta e pagamento de propina. Em uma das prisões, agentes o detiveram quando ele tentava embarcar para os Estados Unidos.
As investigações apontaram Graça como lobista responsável por arregimentar sindicatos interessados em obter cartas sindicais mediante propina, em um esquema que envolvia restituições ilegais da Conta Especial Emprego e Salário.

Ligação relatada com Alberto Youssef
O advogado também foi ligado ao doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato e um dos operadores financeiros do caso Banestado. Moro atuou como juiz em processos que envolveram Youssef, cuja prisão ele decretou.
Em 2010, Moro declarou suspeição para julgar Youssef por razões de “foro íntimo”. Anos depois, em 2014, a revista “Veja” relatou que Graça era “presença constante no escritório do doleiro, de acordo com os registros da portaria”.