
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou a interlocutores do meio jurídico surpresa com o resultado da eleição para o Senado e classificou como uma “reversão” o cenário que esperava para a Casa a partir de 2027. Com informações do Globo.
Moraes acreditava que a composição do Senado não reuniria maioria contrária ao STF. A avaliação havia sido compartilhada com ele pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a eleição de nomes de centro.
O ministro também trabalhava com a perspectiva de que Alcolumbre se reelegesse para comandar o Senado. O presidente da Casa tem o poder de pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Essa leitura, porém, não se confirmou. Mais de 50 senadores que defendem o impeachment de integrantes do STF devem ocupar cadeiras na Casa a partir de 2027.

Rogério Marinho sinaliza diálogo, mas mantém defesa de impeachment
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, tem conversado com ministros do Supremo e indicado disposição para diálogo com a Corte.
Nas conversas, Marinho afirma que o grupo não abrirá mão de defender o impeachment de Alexandre de Moraes. A posição mantém o ministro como alvo central da articulação política ligada à campanha de Flávio Bolsonaro.
A possibilidade de avanço de pedidos contra ministros dependerá da condução do Senado após a posse dos eleitos. Sem a decisão do presidente da Casa de levar a matéria adiante, os requerimentos não chegam à votação no plenário.
Alcolumbre é aliado e amigo de Moraes, e sua eventual permanência na presidência do Senado era vista pelo ministro como um fator de contenção para iniciativas de impeachment no Congresso.