
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na tarde desta terça (8). O encontro ocorreu depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Segundo a coluna de Manoela Alcântara no Metrópoles, a reunião no gabinete de Fachin durou cerca de 30 minutos. Ao deixar o STF, Messias definiu a conversa como “muito institucional e republicana”.
Mais cedo, Mendonça também afastou o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro ordenou que a corregedoria da corporação abra procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para investigar a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.
Na decisão, Mendonça afirmou que a medida busca preservar as garantias funcionais da magistratura e assegurar que ministros do Supremo, o advogado-geral da União e servidores da Polícia Federal possam exercer suas atribuições sem “constrangimentos ilegais”. Ele também citou a necessidade de proteger a segurança e a integridade pessoal dos envolvidos.

Mendonça apontou monitoramento da inteligência da PF
O afastamento de Andrei Rodrigues teve como base a informação de que ele e Messias teriam sido submetidos a um “monitoramento sistemático” pela área de inteligência da Polícia Federal. Mendonça considerou a prática ilegal e determinou a apuração das circunstâncias em que o material foi produzido.
Wellington e Messias tentaram articular, ao longo do último mês, uma reunião entre Mendonça e o então diretor-geral da PF. A interlocução ocorreu diante de atritos entre Andrei Rodrigues e o ministro do STF.
As divergências envolveram investigações sob relatoria de Mendonça, entre elas o caso Master e a Farra do INSS. Apesar das tratativas feitas pelos integrantes do governo, Mendonça e Andrei Rodrigues não chegaram a se encontrar.
O episódio também antecedeu um embate entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Com a decisão desta terça-feira (8), a corregedoria da Polícia Federal deverá conduzir as apurações administrativa e penal determinadas pelo relator.