Dino propõe julgamento presencial sobre post de Tabet a respeito de Aparecida

Flávio Dino
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), submeteu nesta segunda-feira (28) ao plenário presencial sua decisão que liberou uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Luiz Fux que suspenda os efeitos da medida enquanto a questão não é examinada pelo colegiado.

No despacho de encaminhamento, Dino apontou quatro questões para análise: liberdade religiosa, controle constitucional de decisões individuais da Justiça Eleitoral, colegialidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e poderes atribuídos às plataformas para remover publicações. O ministro afirmou que a insegurança jurídica poderia levar a uma “censura em massa” e destacou a proximidade do dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro.

O pedido da campanha de Flávio Bolsonaro foi apresentado em uma ação sobre o Marco Civil da Internet relatada por Fux. Os advogados querem que o Supremo reafirme a competência da Justiça Eleitoral para combater a desinformação durante a campanha e determinar a remoção de reproduções de conteúdos já considerados enganosos.

A disputa decorre da ordem do ministro André Mendonça, no TSE, contra publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro ou à sua família a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mendonça considerou essa afirmação inverídica e sem suporte nos fatos. O candidato nega que tenha esse plano.

Tabet recorreu ao STF após ter uma postagem atingida pela determinação. No domingo (27), voltou a publicar a mensagem depois da decisão de Dino. Ao acolher o pedido, o ministro considerou que o texto não mencionava nominalmente Flávio Bolsonaro e que a retirada comprometia as liberdades de expressão e religiosa.

O despacho desta segunda-feira submete a decisão de domingo à confirmação dos demais ministros, sem marcar a data da sessão. Dino determinou que o presidente do STF, Edson Fachin, seja informado do encaminhamento. A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, pede que a suspensão seja aplicada antes do julgamento pelo colegiado.

Artigo Anterior

Governo Lula processa 17 bets e cobra R$ 1 bilhão por danos ao SUS

Próximo Artigo

MPE rejeita prisão de servidor da Secom, mas pede suspensão de perfil no X

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!