Mais uma declaração de amor de Portaluppi a Bolsonaro. Por Moisés Mendes

Renato “Gaúcho” Portaluppi, técnico do Grêmio durante coletiva após o Gre-Nal. Reprodução

Vamos reconhecer a sinceridade do principal líder do Grêmio ao admitir hoje, ao final da coletiva de imprensa depois do Gre-Nal:

“Eu não deveria falar isso. Mas é por isso que sou Bolsonaro”.

Renato Portaluppi respondia à pergunta de um repórter, que queria saber se um caso que foi parar na Justiça, envolvendo o seu auxiliar técnico, Alexandre Mendes, não interferia no grupo.

Mendes, conhecido como Gabeira, é acusado de ter violado uma medida protetiva, ao se aproximar da ex-mulher que o acusa de violência física e psicológica. O auxiliar chegou a ser preso.

O técnico disse que condena agressões a mulheres, assegurou que não há provas contra o auxiliar, deu a entender que as notícias sobre o caso não merecem crédito, fez meias voltas e se saiu com essa frase sobre Bolsonaro.

É o que antigamente chamavam de desplante. O estátua se sente dono absoluto do Grêmio, um clube terrivelmente tomado pelo bolsonarismo e hoje cada vez mais adorado por supremacistas.

É a terceira vez que ele diz ser bolsonarista. O Grêmio é, há muito tempo, um enclave político da extrema direta.

(E quem explica a exaltação da figura de Bolsonaro quando a conversa tratava da acusação de agressão a uma mulher, ou não precisa explicar?)

O trecho do vídeo está logo acima.

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