O presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou, na manhã desta segunda (12), a bem-sucedida estratégia do governo federal para proteger o poder de compra dos brasileiros e combater a inflação. Durante entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, Lula destacou o papel fundamental da Petrobras no controle dos preços e celebrou a expressiva queda na inflação de alimentos, reafirmando o compromisso do Estado em atuar como um escudo para a população.
Inflação de alimentos cai de 56% para 13% com gestão pública
Ao abordar o custo de vida, Lula demonstrou empatia com o dia a dia das famílias, reconhecendo que “ainda está caro”, mas ressaltou os avanços macroeconômicos de sua gestão em comparação ao governo anterior. O presidente lembrou que o Brasil enfrentava uma inflação de alimentos de 56% ao final da gestão Bolsonaro, índice que foi drasticamente reduzido para 13% no atual mandato.
“Nós encontramos um país com uma inflação de alimentos de 56% nos quatro anos do governo passado. Nós reduzimos no nosso governo para 13%”, afirmou Lula. Ele reforçou que a meta central de sua equipe econômica é garantir que o trabalhador possa ganhar mais e, com o salário na mão, comprar mais itens da cesta básica. “Nós já fizemos isso e a gente pode fazer outra vez”, garantiu.
R$ 50 bilhões da Petrobras blindam o preço da comida
O grande trunfo do governo para segurar os preços no mercado interno tem sido a gestão soberana da Petrobras. Lula revelou que mais de R$ 50 bilhões em lucros da estatal foram direcionados para subsidiar os combustíveis, evitando que a alta internacional do petróleo encarecesse o transporte e, consequentemente, a comida no prato do brasileiro.
“O Brasil é hoje o país que tem a gasolina e o óleo diesel mais baratos, porque nós estamos subsidiando com mais de R$ 50 bilhões com dinheiro arrecadado da própria Petrobras, para que o combustível não aumente o preço do feijão, do arroz, da cebola e do tomate aqui no Brasil”, explicou o presidente. A medida, em vigor há seis meses, garante que o lucro do pré-sal e as exportações da estatal beneficiem diretamente a população, e não apenas o mercado financeiro.
Escudo soberano contra crises internacionais
Lula também contextualizou os desafios globais que pressionam os custos de produção, citando as guerras na Rússia e no Oriente Médio como responsáveis pela alta de fertilizantes e do petróleo no mercado internacional. Diante desse cenário hostil, a política de subsídios da Petrobras atua como uma barreira de proteção.
Ao invés de repassar os custos da guerra para o consumidor, como ocorre em diversas outras nações, o governo brasileiro optou por usar a força de sua empresa estatal para absorver o impacto. “Nós estamos pegando o dinheiro que a Petrobras tá exportando e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue no povo brasileiro”, concluiu Lula, demonstrando que a soberania energética é a principal ferramenta para garantir a segurança alimentar e o bem-estar do povo.