O presidente Lula afirmou que o Banco Master “foi criado no governo Bolsonaro”, que Daniel Vorcaro “foi preso no meu governo” e que o banco “foi fechado no meu governo”. A investigação, destacou, foi conduzida pela Polícia Federal no atual mandato. “O governo não tem nada a ver com a crise institucional. É importante a gente deixar claro para a opinião pública.” E ressaltou que “Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e virou prisioneiro no meu governo.”
Lula lembrou que “tem gente envolvida até os dentes com o Banco Master” e confirmou a reunião com Vorcaro na presença de Gabriel Galípolo. O empresário alegou perseguição, ao que Lula respondeu: “O Banco Master vai ser analisado como qualquer banco. Ninguém tem interesse de fechar banco. Agora, você tem que estar correto; se não estiver correto, nós fechamos.” Segundo o presidente, o encontro “durou menos de meia hora”. O presidente comparou o caso ao de Silvio Santos no Banco Panamericano, que também recebeu em reunião e relembrou o que disse: “Silvio Santos, você não será perseguido. Nós iremos fazer a investigação correta e, se você não tiver culpa, está livre. E foi o que aconteceu.” A diferença, apontou, é o resultado: “Ele [Vorcaro] efetivamente fez o maior rombo no sistema financeiro brasileiro de R$ 60 bilhões, envolvido inclusive com outros governadores, envolvendo inclusive o BRB.”
Nesse cenário de apuração conduzida pelas autoridades federais, o chefe do Executivo encampou a defesa do comando da Polícia Federal e afirmou que a Advocacia-Geral da União agiu corretamente ao blindar o diretor-geral da corporaçãol, Andrei Rodrigues, pontuando que essa atuação ocorreu “sob a minha orientação”. A declaração foi dada na entrevista ao SBT Brasil, no Palácio da Alvorada. “É papel da Advocacia-Geral da União defender os membros do governo”, disse. Sobre Andrei, foi direto: “É um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira. É um companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão na história do crime organizado neste país. É o companheiro que fiscalizou o Banco Master e que prendeu o Vorcaro.”
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Questionado sobre a proximidade institucional, Lula rebateu a tese de que o diretor da PF deveria virar um estranho após indicado: “Ora, as pessoas querem que o presidente indique o diretor-geral da Polícia Federal e depois que ele vire um estranho ao presidente da República? Não. Ele é um funcionário do Estado brasileiro e, portanto, nós temos responsabilidade sobre ele.” O presidente destacou que “a Polícia Federal nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga como neste mandato do Andrei. Por isso eu quero dizer alto e bom som: o Andrei é da minha total confiança.”
Lula condicionou a defesa à regra que aplicou a si mesmo: “Se ele por acaso cometer um erro, que ele seja julgado igual vai ser o Lula, igual vai ser você. Não tem segredo”, afirmou.