
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva receberam nesta quarta-feira (02) o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto. O encontro começou por volta das 13h e incluiu representantes da organização ambiental Re:wild.
DiCaprio participou da fundação da Re:wild em 2021. A entidade global sem fins lucrativos concentra suas atividades na restauração ecológica e na conservação da biodiversidade.
A organização também mantém parcerias com comunidades indígenas, governos e cientistas para recuperar ecossistemas e proteger espécies ameaçadas de extinção.

DiCaprio já foi alvo de Bolsonaro
Em novembro de 2019, o então presidente Jair Bolsonaro acusou DiCaprio e a organização WWF, sem apresentar provas, de financiar queimadas criminosas no Brasil. “Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.
Bolsonaro fez a acusação após a Polícia Civil do Pará prender quatro brigadistas na região de Alter do Chão. A investigação suspeitava que eles haviam provocado incêndios na floresta para obter doações, enquanto entidades ambientalistas criticaram as prisões e defenderam o trabalho dos brigadistas.
Na época, o Ministério Público do Pará afirmou que não havia indícios do envolvimento dos brigadistas nos incêndios. O órgão investigava a possível atuação de grileiros na região de Alter do Chão.
A Polícia Civil afastou o chefe da investigação, e a Justiça do Pará determinou a soltura dos quatro brigadistas.
As acusações de Bolsonaro contra DiCaprio tiveram repercussão internacional. “Washington Post” e “New York Times” destacaram a ausência de provas, enquanto o jornal britânico “The Guardian” classificou como falsa a acusação de que o ator teria pago pelos incêndios.