Lula diz que pedirá a Trump para fazer um Pix durante encontro na ONU: “Vai ver o quanto é bom”

Trump e Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (5), em São José do Rio Preto (SP), que pedirá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer um Pix quando os dois se encontrarem na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ainda neste mês. A fala ocorreu durante um ato de campanha que também reuniu aliados e candidatos da coligação em São Paulo.

Lula associou a declaração às críticas do governo americano ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e citou a digitalização dos serviços públicos. “O exemplo disso é que o presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Mas agora eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: ‘Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom’”, declarou.

O presidente dedicou parte relevante do discurso à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. Lula pediu votos ao ex-ministro da Educação e da Fazenda e direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na disputa estadual.

Ao defender Haddad, Lula citou a formação do candidato na Universidade de São Paulo, sua passagem pela Prefeitura de São Paulo e pelos ministérios da Educação e da Fazenda. “Conheço pouca gente no país com a capacidade de se preparar para tratar da educação e da verdade como o Haddad. Por isso ele merece ser governador de São Paulo”, afirmou.

Aliados atacam bolsonarismo e citam Banco Master no ato

O evento, batizado de “SP Pronto para Mais”, contou com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), e Márcio França (PSB), candidato a vice na chapa de Haddad. Os discursos concentraram críticas no bolsonarismo, em Flávio Bolsonaro (PL) e na gestão de Tarcísio.

Haddad atacou Flávio Bolsonaro ao falar da educação paulista e mencionou compras de imóveis em dinheiro vivo e uma negociação relacionada a recursos para um fundo da família. “Não tem nada bom no Flávio. O que eu sei é que ele comprou 50 imóveis em dinheiro vivo”, disse o candidato petista.

O ex-ministro também citou o Banco Master e atribuiu o crescimento da instituição à gestão de um presidente do Banco Central indicado por Jair Bolsonaro. Haddad afirmou que integrantes de governos ligados ao ex-presidente, o candidato ao governo paulista e o candidato à Presidência teriam colocado dinheiro no banco e classificou o caso como “uma máfia”.

Lula ainda falou sobre segurança, educação, economia e tecnologia. Ele defendeu o bloqueio imediato de celulares roubados pelo programa Celular Seguro e afirmou que o Brasil precisa desenvolver inteligência artificial em português: “Eu não quero ficar dependente nem da China e nem dos Estados Unidos”.

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