O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta terça-feira (6), a atualização da “Lista Suja” de empresas envolvidas na exploração de mão de obra análoga à escravidão, com a inclusão de 82 novos empregadores. O número apresenta queda de 51,48% na comparação com a atualização anterior.
A atualização reúne casos de trabalho análogo à escravidão identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026. Os novos casos envolvem 553 trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições análogas à escravidão.
As atividades econômicas com maior número de registros nesta atualização são: a criação de bovinos para corte (8), os serviços domésticos (7), a produção de carvão vegetal (6), a produção de café (6) e a construção de edifícios (5).
Leia também: Brasil promulga protocolo da OIT e amplia combate ao trabalho forçado
Os registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação. Minas Gerais concentra o maior número de ocorrências, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada.
Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí têm com quatro casos cada. Em seguida vem Mato Grosso, Pernambuco e Roraima, com três ocorrências cada; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, com dois casos cada; e Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, com uma ocorrência cada.
A atualização do cadastro é feita semestralmente, com a última atualização publicada no dia 6 de abril. Conforme o MTE, após a inclusão na Lista Suja, o nome de cada empregador permanece publicado pelo período de dois anos. Por essa razão, nesta atualização foram excluídos 151 nomes que completaram esse período de publicação.
A Lista Suja tem, segundo o MTE, o objetivo de “dar transparência aos atos administrativos decorrentes das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão realizadas por Auditores-Fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego”. Ao mesmo tempo, serve como uma ferramenta pública de pressão contra o uso do trabalho escravo.
Uma das mais recentes operações realizadas pelo MTE com o apoio de outros órgãos resultou no resgate de 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão, dos quais 75 eram mulheres. Entre os trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes oriundos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
De acordo com a pasta, em 2025, 2.772 trabalhadores foram resgatados dessas condições e de situação de tráfico de pessoas em todo o Brasil.
Com agências
(PL)