Kim Jong-un troca ministro da Defesa e recoloca veterano no comando militar

Kim Jong-un
Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Foto: Reprodução

O líder norte-coreano Kim Jong-un reformulou a cúpula militar do país ao nomear Kim Song-gi como novo ministro da Defesa, informou a agência estatal KCNA neste domingo (30). A mudança ocorre enquanto Pyongyang investe no desenvolvimento de armamentos e estreita sua aproximação com Moscou durante a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Kim Song-gi ocupava a direção do gabinete político militar e substitui No Kwang-chol no Ministério da Defesa. No Kwang-chol assumirá um posto de alto escalão no Departamento da Indústria de Munições, uma das estruturas mais poderosas do regime norte-coreano.

Kim Jong-un também reconduziu o estrategista veterano Pak Jong-chon à vice-presidência da Comissão Militar Central, órgão que concentra decisões sobre a política militar do país. Pak já ocupou posições de destaque nas Forças Armadas e na direção partidária.

A troca de cargos coincidiu com uma homenagem de Kim a cientistas do setor de defesa, citados pela KCNA por avanços em armamentos de combate. O governo norte-coreano mantém programas de mísseis e armas sob sanções internacionais.

Pyongyang ameaça responder à venda de armas dos EUA para Seul

Na quinta-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano condenou a autorização dos Estados Unidos para uma possível venda de US$ 125 milhões em mísseis táticos ar-ar AIM-9X Sidewinder e equipamentos associados à Coreia do Sul.

Um porta-voz da chancelaria afirmou que a operação representa uma nova ameaça ao ambiente de segurança do país e prometeu uma “resposta séria, imediata e poderosa” a atos que Pyongyang considere hostis.

A autoridade também criticou a ampliação da cooperação militar entre Washington, Seul e aliados na Ásia-Pacífico. Segundo o governo norte-coreano, os EUA aprovaram neste ano outras vendas à Coreia do Sul, como helicópteros navais e de ataque, bombas guiadas de precisão e mísseis ar-ar.

As declarações vieram enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar interesse em se reunir com Kim Jong-un e disse neste mês que recebeu respostas às suas iniciativas. Analistas avaliam que Pyongyang ainda demonstrou pouca disposição oficial para retomar negociações com Washington.

Pyongyang - Wikipedia
Pyongyang. Imagem: reprodução

A Coreia do Norte também atacou um plano americano de financiar a documentação de violações de direitos humanos e a coleta de informações sobre o país. O porta-voz afirmou que Washington usa essas ações para tentar provocar instabilidade no sistema social norte-coreano.

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