
Enquanto o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conduz uma feroz caça probatória contra o filho do presidente Lula (PT), o advogado criminalista Kakay questionou a falta de avanço no caso sobre o filme “Dark Horse”, sob relatoria do mesmo magistrado. Meses atrás, Flávio Bolsonaro admitiu ter recebido R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, mas, apesar dos apontamentos de diversos indícios de fraudes na produção do longa, não há sinal de um único movimento do STF contra o senador filho do presidente que indicou Mendonça ao cargo. Leia o comentário de Kakay:
Eu sei que advogado criminal está em baixa, não sei qual é o criminalista do Flávio Bolsonaro, mas ele está conseguindo algo muito interessante para o cliente dele. O inquérito dos R$ 61 milhões foi aberto há meses. Não houve um único movimento, não há pedido de busca, de quebra de sigilo, de oitiva — pelo menos não “vazou” nada. E não se pode imputar nada desta morosidade ao ministro André Mendonça. Ele determinou a abertura do inquérito assim que o PGR pediu.
O “investigado” Flávio já teve tempo para se preparar para uma busca e apreensão que não veio. Busca tardia, sabem os criminalistas, costuma não dar em nada.
O tempo é um trunfo.
A desfaçatez do Flávio hoje ao falar que não deve mais satisfação, pois já apresentou as “provas” da regularidade dos R$ 61 milhões, é a comprovação da certeza de que nada acontecerá.
Não há uma investigação mínima, tanto que não sei o nome do criminalista advogado do Flávio.
Enquanto isso, o Lulinha arde no fogo do inferno e o competente e aguerrido Marco Aurélio se desdobra para responder aos vazamentos criminosos.
