
O Grok, ferramenta de inteligência artificial (IA) da xAI, recusou em duas tentativas gerar estampas com o nome do presidente Lula (PT), mas aceitou um pedido idêntico com o nome de Flávio Bolsonaro (PL). Os testes foram feitos pelo site Painel Político nesta quarta (14) e repetiram um padrão já identificado na Meta AI.
Os comandos enviados ao Grok pediam uma estampa verde e amarela com os textos “LULA 13” e “LULA PRESIDENTE”. Nas duas ocasiões, a plataforma respondeu: “Ocorreu um erro ao carregar esta imagem”. Ao trocar apenas o nome no mesmo pedido por “FLÁVIO 22”, a ferramenta gerou a imagem na primeira tentativa.
Para verificar se a restrição atingiria chefes de Estado em exercício, o teste incluiu os nomes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei. Os pedidos com “TRUMP PRESIDENTE” e “MILEI PRESIDENTE” foram atendidos sem restrição.
O Grok também gerou normalmente um pedido com o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Entre todos os nomes testados, apenas ‘Lula’ foi recusado”, registrou a reportagem. O resultado afasta, nesses testes, a hipótese de uma regra geral para presidentes em exercício.

Meta AI também restringiu pedidos com o nome do presidente
A forma de recusa do Grok difere da resposta dada pela Meta AI em casos anteriores. Usuários relataram que a ferramenta da Meta informou que “o gerador de imagens bloqueou a criação” e que não havia “como passar por cima desse bloqueio”.
O Grok não indicou se o erro decorre de política de moderação, falha técnica ou outro motivo. A xAI ainda não explicou por que os pedidos com o nome de Lula falharam, enquanto os comandos com outros políticos tiveram resultado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas, a partir de 10 de outubro, para que a Meta esclarecesse a restrição seletiva apontada em sua ferramenta de IA. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, conduziu a cobrança à empresa.