
A Polícia Federal encontrou dólares, reais, joias, relógios de luxo, obras de arte e dispositivos eletrônicos na mansão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nos Jardins, em São Paulo. Os agentes cumpriram a busca em 18 de novembro do ano passado, no âmbito das investigações sobre o empresário.
No cofre do quarto de Vorcaro, a PF localizou US$ 43 mil. Os policiais também encontraram US$ 1.660 no closet, R$ 53.950 dentro de uma mochila e outros R$ 6.100 em uma gaveta-cofre do imóvel.
A lista de bens incluiu 12 relógios de marcas como Rolex, Richard Mille, Audemars Piguet e Jacob & Co. Os agentes recolheram ainda um colar com pedras semelhantes a diamantes e um pingente tridimensional com a letra “D”, guardado em uma caixa da joalheria Sabbadini.
A residência tinha academia, cinema privativo e adega subterrânea. Na garagem, estavam um Land Rover Range Rover RR D350 LE, um BMW X7 M50i e um Chevrolet Trailblazer.
PF apreendeu arquivos do circuito interno da mansão
Os policiais localizaram nas paredes uma pintura de 1879 atribuída a Pierre-Auguste Renoir, além de obras no estilo de Os Gêmeos e Beatriz Milhazes e outros quadros temáticos. A perícia deverá analisar a procedência dos itens recolhidos durante a operação.
A PF também apreendeu um HD de 6 TB retirado do gravador do circuito interno de câmeras da casa. Três pen drives HP de 32 GB estavam em uma mochila no quarto, junto ao dinheiro encontrado pelos agentes.
O celular de Vorcaro foi apreendido no aeroporto, quando ele foi preso. A quebra do sigilo telemático do aparelho revelou à PF conexões do empresário com autoridades brasileiras e conversas sobre operações do Banco Master, conforme os investigadores.
Vorcaro havia sido detido em 17 de novembro, um dia antes da busca na mansão, mas deixou a prisão após obter habeas corpus. Em 4 de março, a polícia o prendeu novamente quando ele embarcava em um jatinho particular com destino a Malta.
A Polícia Federal e o Banco Central investigam o empresário por suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. As apurações seguem em curso.











