
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, imitou o presidente Lula, seu rival na disputa, e prometeu proibir o jogo do tigrinho e os cassinos online caso vença a eleição. Ele associou as plataformas de apostas a uma “epidemia de endividamento” no país.
“Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online”, afirmou Flávio durante agenda no Rio de Janeiro.
O candidato disse que se opõe a qualquer modalidade de aposta, mas fez uma distinção para os jogos de futebol. Segundo ele, brasileiros já podem apostar há décadas em partidas reais, embora ele mantenha críticas a essa prática.
Flávio também usou a regulamentação das bets e atacou Lula. (PT). “A partir da regulamentação do Lula, ele liberou, deixou de ser contravenção o cassino online, o jogo do Tigrinho, e a consequência está aí, famílias endividadas, achando que isso é um tipo de investimento”, disse.
🇧🇷🔊 Flávio chama ofensiva de Lula contra bets de 'política eleitoreira'
❗️ Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira (25) a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra as apostas on-line e os chamados cassinos virtuais. O candidato afirmou que Lula contribuiu… pic.twitter.com/ZZjf4SAoaV
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) September 25, 2026
Regulamentação das bets
Apesar dos ataques de Flávio a Lula por causa das bets, a autorização inicial para que elas começassem a atuar no país ocorreu no governo de Michel Temer e havia previsão de que o governo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, regulamentasse o setor.
A gestão decidiu não atuar contra o setor e permitiu que as empresas operassem sem pagar impostos ou sofrer limitações. O governo Lula enfrentou resistência do Congresso Nacional e o lobby do setor, e decidiu regulamentar as bets.
Durante a tramitação do texto, a Câmara dos Deputados incluiu os cassinos virtuais e o tigrinho no texto e reduziu a alíquota de impostos de 18%, proposta por Lula, para 12%.
Lula prepara um pacote de medidas contra a exploração irregular de bets e prevê penas que podem chegar a até seis anos de prisão. A proposta abrange publicidade, pagamentos e plataformas voltadas a apostas.