Flávio Bolsonaro chama debate do fim da 6×1 de “oportunista” e acusa Lula

Flávio Bolsonaro Tarcísio
O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) em coletiva de imprensa acompanhado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou de “oportunista” a discussão sobre o fim da escala 6×1 e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de usar a pauta para ganhar votos no segundo turno. A declaração foi feita nesta terça-feira (6), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de outros apoiadores.

“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento, achando que isso vai dar voto para ele. Eu tenho certeza de que o trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso”, afirmou o candidato.

Flávio Bolsonaro não anunciou se votará a favor ou contra a proposta. Seu plano de governo defende uma jornada flexível e a prevalência do negociado sobre o legislado, com maior espaço para que trabalhadores e empresas combinem as condições de trabalho.

A proposta de emenda à Constituição aprovada pela Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana. O texto ainda depende do Senado, onde começou a ser discutido em plenário nesta terça-feira. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que seguirá o regimento, sem acelerar a tramitação.

A resistência da campanha à votação antecede o segundo turno. Em agosto, aliados de Flávio Bolsonaro se mobilizaram para adiar a análise da PEC durante o período eleitoral. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha, concentrou a articulação e apresentou uma proposta alternativa baseada na negociação da jornada e na remuneração por horas trabalhadas.

Lula cobrou que o adversário se posicione sobre a mudança e diga se orientará sua bancada a apoiá-la ou rejeitá-la. “Na hora em que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair”, afirmou o presidente. A votação colocará em discussão a redução da jornada e a ampliação do descanso semanal dos trabalhadores.

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