
Nesta terça-feira (13), o presidente do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, deve receber o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir referências a integrantes da Corte encontradas no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A PF pretende apresentar de forma estruturada as provas reunidas pelos investigadores que fazem menção expressa a ministros. Com informações de UOL.
A direção da Polícia Federal solicitou o encontro em 1º de outubro. Fachin reorganizou a agenda para receber Rodrigues em seu gabinete na presidência do STF, em meio à disputa interna sobre a condução dos inquéritos ligados ao banco.
O ministro paralisou os inquéritos relacionados ao Banco Master após requisitar informações ao relator dos casos, ministro André Mendonça. O STF analisa um relatório produzido por ordem de Mendonça sobre mensagens atribuídas a Vorcaro.
O plenário começou a julgar o documento em 15 de setembro. O relatório apontou mensagens de Vorcaro para um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, enviadas dias antes da prisão do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025. O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu o julgamento.
Mensagens citam familiares de ministros do STF

Além das referências a Moraes, o material recolhido pela Polícia Federal indicou uma possível contratação de Kevin Marques, filho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do STF, Kassio Nunes Marques. As informações também mencionam relações de Vorcaro com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux.
A atuação de Mendonça nos inquéritos motivou um pedido de investigação apresentado por Moraes. O ministro usou um relatório de inteligência da Polícia Federal para apontar possível direcionamento das apurações e abuso de autoridade; Mendonça nega irregularidades.
Mendonça chegou a suspender Andrei Rodrigues do cargo por causa da produção do relatório de inteligência usado por Moraes. O tema passou a tramitar sob relatoria de Fachin, que restituiu temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal.
Na defesa apresentada ao Supremo, Andrei afirmou que não houve “qualquer monitoramento” ilícito de Mendonça nem do advogado-geral da União, Jorge Messias. A defesa sustenta que os relatórios obedeceram às normas e não resultaram de vigilância, coleta clandestina de dados ou medidas invasivas.