
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) aponta que 43% dos brasileiros consideram sua situação financeira pessoal melhor no governo do presidente Lula (PT) do que na gestão de Jair Bolsonaro (PL), encerrada em dezembro de 2022. Outros 32% dizem estar em condição pior.
O levantamento registra que 21% dos entrevistados veem a própria situação financeira como igual à do governo anterior, enquanto 4% não souberam ou não responderam. A sondagem ouviu eleitores de todas as unidades da Federação.
Na avaliação da economia brasileira, as respostas ficam mais divididas: 38% afirmam que o país está melhor sob Lula, e 44% avaliam que a situação econômica piorou em relação ao governo Bolsonaro. Para 13%, o cenário permanece igual, e 5% não responderam.
Ao analisar o momento atual, 34% classificam a própria condição financeira como ótima ou boa, 45% como regular e 20% como ruim ou péssima. Sobre a economia nacional, 17% a consideram ótima ou boa, 31% regular e 51% ruim ou péssima.
Percepção econômica divide intenção de voto em 2026

Entre os eleitores que dizem ter melhorado de vida financeiramente no atual governo, 77% declaram voto em Lula em um eventual segundo turno de 2026, ante 19% para Flávio Bolsonaro. No grupo que relata piora, 86% apoiam Flávio Bolsonaro e 9% escolhem Lula.
Entre os entrevistados que consideram a situação financeira igual à da gestão anterior, Flávio Bolsonaro soma 48% das intenções de voto, e Lula, 39%. O cruzamento expõe a relação entre a percepção do orçamento doméstico e a preferência eleitoral.
A divisão também aparece na avaliação da economia do país. Entre os que a veem melhor, 84% votariam em Lula e 14% em Flávio Bolsonaro; entre os que apontam piora, 85% escolhem o candidato da oposição e 9% o atual presidente. No grupo que percebe estabilidade, Lula tem 53%, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
Para os próximos seis meses, 51% esperam melhora na situação financeira pessoal, 29% projetam estabilidade e 7% preveem piora. Sobre a economia brasileira, 54% acreditam em melhora, 17% esperam estabilidade e 12% apostam em piora. A Nexus realizou entrevistas por telefone com 2.002 eleitores, entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%; o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.