Fachin aciona PGR antes de decidir futuro de Andrei no comando da PF

Paulo Gonet Edson Fachin
O Procurador-geral da República, Paulo Gonet e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (24) que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A análise ocorre no pedido apresentado pela União contra a decisão de André Mendonça que retirava Andrei e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, de seus cargos. As informações são da CNN Brasil.

A ordem de Mendonça está suspensa. Fachin interveio no início de setembro depois de uma sequência de decisões conflitantes no Supremo sobre o comando da Polícia Federal e manteve Andrei no cargo enquanto analisa o mérito da controvérsia. Antes disso, o presidente da Corte havia dado prazo para Mendonça explicar o afastamento.

Mendonça determinou a saída preventiva dos dois dirigentes ao questionar relatórios de inteligência que, segundo ele, demonstrariam monitoramento ilegal de sua atuação e também do advogado-geral da União, Jorge Messias. Andrei negou a Fachin que a PF tenha espionado Mendonça ou Messias e sustentou que os documentos eram análises regulares, produzidas institucionalmente e encaminhadas ao Supremo em cumprimento a uma determinação de Alexandre de Moraes.

Andrei Rodrigues
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Advocacia-Geral da União também contestou o afastamento. O órgão sustentou que nomear e exonerar o diretor-geral da PF é prerrogativa do presidente da República e argumentou que uma mudança abrupta no comando da corporação poderia comprometer seu funcionamento. A controvérsia colocou em choque a tese de Mendonça sobre a possibilidade de afastamento cautelar e a posição da União sobre os limites dessa intervenção judicial.

O caso permanece sem decisão definitiva. Ao solicitar o parecer da PGR, Fachin acrescenta uma nova manifestação institucional ao processo antes de definir se mantém ou derruba em caráter final a medida determinada por Mendonça. A Procuradoria ainda não havia apresentado sua posição na reportagem publicada nesta quinta-feira.

Enquanto a análise continua, Andrei permanece na direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada na Diretoria de Inteligência, porque a ordem de afastamento segue suspensa. O próximo movimento relevante será a manifestação da PGR e, depois dela, a decisão de Fachin sobre o pedido da União.

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