
O Datafolha mantém tudo na mesma situação. No primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio está com 36%. Na semana passada, Lula tinha 39% e Flávio os mesmos 36%.
No segundo turno, Lula está agora com 47% a 45%. Na semana passada, tinha 46% a 44%.
Lula ganha um ponto no primeiro turno e outro no segundo. Flávio tem os mesmos 36% no primeiro e também ganha um ponto no segundo.
A vantagem de Lula, de quatro pontos no primeiro turno, é a mesma pela terceira vez no Datafolha. Mas na pesquisa de 3 de setembro a diferença era de cinco pontos, com 38% a 33%.
A diferença no segundo turno se mantém a mesma: dois pontos. O que as pesquisas mostrarão na semana que vem, quando estiver mais madura a sequência de notícias terrivelmente incriminadoras do filho ungido, divuladas esta semana?

Uma leitura não forçada pode indicar o seguinte: Lula permaneceu como estava por causa de episódios que o favoreceram, e Flávio se manteve na mesma situação porque informações contra ele não o abalam.
Dito de outra forma, é possível afirmar que Lula, sem os fatos positivos dos últimos dias, poderia até ter perdido pontos em relação ao bolsonarista.
O que deveria acontecer nessa reta final e antes da volta do segundo turno? A diferença pró-Lula precisaria subir e voltar a ficar ao redor de cinco pontos.
Em 2022, Lula venceu Bolsonaro no primeiro turno com uma distância de 5,2 pontos. No segundo, a diferença foi de 1,8 ponto. Não resolve dizer que Bolsonaro era governo e que Lula era oposição e que hoje as coisas se inverteram. Hoje, mudou tudo e não só isso.
O que Lula conseguiu com os últimos gestos (aumento do Bolsa Família, defesa da soberania na ONU e ataques diretos a Flávio) foi ficar onde estava.
Flávio, na defensiva, com vínculos cada mais estreitos com Vorcaro, não sofreu os danos que alguns esperavam, talvez porque as notícias mais fortes tenham saído hoje.
Mas pode estar se confirmando de novo que as pautas ditas morais não causam maiores estragos à campanha do extremista.