Exportações brasileiras ao Golfo Pérsico caem 31% com a guerra de Trump

O covarde ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã trouxe consequências mundiais. Como forma de se proteger, os iranianos restringiram o acesso ao estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial e diversos outros produtos. As consequências disso já se refletem nos preços dos combustíveis em todo o mundo e na diminuição das exportações internacionais para os demais países banhados pelo Golfo Pérsico, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omã.

Entre os países que tiveram as exportações diminuídas está o Brasil, diretamente prejudicado pelas atitudes de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Em março de 2026, as exportações brasileiras para esses seis países caíram 31,47% em comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando US$ 537,11 milhões. O dado é da plataforma ComexStat, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), divulgado pela Folha de S.Paulo.

Apesar desse recuo, ainda houve superávit comercial de US$ 41,4 milhões. Ao se considerar o primeiro trimestre, a balança comercial ficou positiva para o lado brasileiro em US$ 1 bilhão.

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Os principais produtos brasileiros que chegam à região são originados na agropecuária, correspondendo a 75%. Nesse setor, a redução chegou a 25,38% em março, principalmente pela redução do comércio de açúcar (-43,37%) e do milho, que teve exportações irrisórias. A carne de aves, com maior peso no setor, apresentou recuo de 13,8%.

Por outro lado, houve aumento de 34,24% nas exportações de café e de 24,7% na carne bovina. A continuidade das exportações acontece pelo desvio das embarcações que transportam os produtos para o Mar Vermelho, passando pelo Golfo de Aden e o estreito de Bab el-Mandeb, utilizando os portos do outro lado da costa da Arábia Saudita para alcançar os mercados do Golfo Pérsico.

No momento, as tentativas de acordo propostas pelos iranianos para a reabertura total do estreito de Ormuz encontram-se em um impasse com o governo dos EUA, que trata a questão sem a seriedade e a diplomacia que o assunto merece, como classificou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.

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