Estudo mostra avanços na educação pública, mas gargalos em Matemática

O nível de aprendizagem nas escolas públicas brasileiras teve avanços importantes nos últimos 20 anos, mas ainda há desafios não superados. Um deles é melhorar o aprendizado nos anos finais, especialmente em matemática.

É o que revela estudo do Todos pela Educação, divulgado nesta quinta-feira (20) e produzido com base nos resultados recém-divulgados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). 

Segundo o levantamento, nas duas últimas décadas, “a aprendizagem no Brasil teve avanços significativos, com melhora mais expressiva nos anos iniciais do Ensino Fundamental”.

Também diz ter havido melhoras na aprendizagem e uma recuperação, de forma geral, em relação às perdas observadas durante a pandemia. No entanto, ressalta que esse movimento “não ocorre de maneira homogênea entre etapas e disciplinas. Se, no 5º ano do Ensino Fundamental, os resultados já superam os níveis de 2019, nos anos finais e no Ensino Médio a recuperação ainda não se completou”.

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De acordo com o levantamento, especialmente em 2024 e 2025, e considerando os anos iniciais do Ensino Fundamental (até o 5º ano), quase 61% dos estudantes alcançaram nível adequado em Língua Portuguesa e 50% em Matemática. Outros 11% ficaram abaixo do básico em Língua Portuguesa e quase 17% em Matemática.

Quando avaliados os anos finais do Ensino Fundamental (que vai até o 9º), no último biênio o desempenho também é considerado adequado, com 38% dos estudantes atingindo esse patamar em Língua Portuguesa e quase 19% em Matemática; já 15,7% e 29,3% dos alunos figuram abaixo do básico nessas disciplinas, respectivamente.

Com relação ao ensino médio, o levantamento afirma que “a evolução do percentual de estudantes com aprendizagem adequada no biênio foi tímida, chegando a 35,2% e 8,5% em Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente. No nível abaixo do básico, diz que “a situação é grave: 31,2% em Língua Portuguesa, superando pouco os níveis de 2019 e 58,6% em Matemática, confirmando o cenário de estagnação e não retomada dos 51% de 2019”.

O estudo reforça que “o novo Plano Nacional de Educação prevê que, até 2036, os percentuais de estudantes com aprendizagem adequada sejam expressivamente elevados e que não haja nenhum estudante brasileiro no nível abaixo do básico. Portanto, o ritmo de avanço na aprendizagem nos próximos anos precisa ser consideravelmente mais forte do que tem sido no país”.

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