
O mais pessimista dos sobreviventes da velha Arena jamais imaginaria que essa antiga direita seria engolida pela extrema direita. O Estadão admite, em editorial desta terça-feira, que “o bolsonarismo unifica a direita”, mas não parece muito seguro.
O jornal pede, por piedade, como “o bolsonarismo é incontornável”, que a velha direita resista. O Estadão escreve: “Para evitar que o radicalismo do bolsonarismo se torne igualmente majoritário, o país depende do centrão”.
O PL elegeu 121 deputados e terá agora 28 senadores. O Estadão está com medo e apela pela resistência do centrão. Se fosse um jornal ainda comprometido com a democracia, deveria recorrer aos democratas, e não à direita que sai alquebrada da eleição.

Ninguém espera que o Estadão peça socorro ao PT e aos outros partidos progressistas. Mas é constrangedor ver o jornalão dos Mesquita apelando para o centrão já comido pela extrema direita como linha auxiliar do bolsonarismo.
Estadão, Globo e Folha resistem a admitir que, para enfraquecer Lula, fortaleceram demais o fascismo, como já haviam feito na ditadura e em 2018. Estão assustados porque até agora viam alguns cachorros comendo ovelhas.
A grande mídia que pede socorro ao centrão está assustada porque achava ter o controle da situação. A cachorrada pode comer todo o rebanho.