Em Minas com Patrus, Lula pede voto no 13: ‘Se não fossem vocês, eu não seria ninguém’

A tradicional Praça da Estação, em Belo Horizonte, recebeu cerca de 20 mil pessoas nesta sexta-feira, 21, para acompanhar o lançamento da candidatura da chapa majoritária da coligação O Brasil Pronto Pra Mais em Minhas Gerais. Ao lado de Patrus Ananias (PT-MG), candidato ao governo, o presidente Lula disse que o resultado das eleições está nas mãos do povo e convocou os mineiros e brasileiros a votar no 13. Lula afirmou que quer ser candidato pela quarta vez porque ainda não terminou a sua missão e detalhou o Brasil que quer no futuro.

“Eu vou ganhar essas eleições. Eu vou ganhar uma ova. Quem vai ganhar são vocês. Porque o poder está no dedinho de vocês”, afirmou.

Lula reforçou a relação entre sua trajetória, seu conhecimento de Brasil, e o apoio popular que recebeu ao longo de quase cinco décadas: “Deus criou vocês, e vocês me criaram, porque se não fossem vocês, eu não seria ninguém”.

Em seu discurso, o presidente também mirou, sem citar nomes, o principal adversário e criticou quem faz política utilizando a mentira como estratégia eleitoral. Para o presidente, vencer uma eleição não significa estar preparado para governar.

“Você pode ganhar uma eleição mentindo. Mas você não governa mentindo. Porque governar é coisa muito séria. Governar é tomar decisão todo dia. Governar é dizer para que lado que você vai governar. Quem é que vai ter preferência no seu orçamento”, afirmou.

O presidente enfatizou, ainda, que há certas pessoas que “não tem passado, não tem presente. “E fica fingindo de falar do futuro. Quem não tem passado e não tem presente, não tem a perspectiva de futuro. Eu falo do passado e penso no presente para reconstruir o futuro que eu quero nesse país. E, por isso, eu sou candidato pela quarta vez a presidente da República do país. Porque ainda não terminamos a nossa missão.” 

No centro da capital mineira, na tradicional Praça da Estação, ato político reuniu 20 mil pessoas, segundo a organização.

O Brasil do futuro

As políticas de inclusão social e a ampliação do acesso à educação seguem como prioridade. Lula lembrou que no atual governo a prioridade foi combater a fome e garantir oportunidades para quem historicamente ficou excluído do acesso a direitos. Para a próxima etapa, elencou a expansão das escolas de tempo integral em todo o país, para dar tranquilidade às mães e aos pais, e uma formação que vá além do conteúdo tradicional.

“Os filhos vão estar numa escola aprendendo. Aprendendo a dançar, aprendendo história, matemática, português, ciência. Mas eles também vão estar aprendendo sobre o meio ambiente. Vão estar aprendendo sobre os feminicídios”, disse.

Mais uma vez, Lula valorizou as mulheres e ressaltou a importância de terem uma profissão para que consigam sua autonomia. Reiterou, também, que “é na escola que a gente vai dizer pra criança que homem não é mais importante que mulher, nem mais forte do que mulher”.

Lula e Patrus destacaram, em seus respectivos discursos, a importância da soberania e da defesa do Brasil.

Brasil não dependerá nem da China, nem dos EUA

Lula fez ainda referências ao cenário internacional e contou sobre a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, horas antes de chegar a Belo Horizonte. “Eu falei ao Trump: se você quer combater o crime organizado, vamos combater o crime organizado. A Polícia Federal quer combater o crime organizado. Nós queremos trabalhar juntos. O que nós não queremos é interferência no Brasil”.

Além de dizer que está farto de tanta guerra, Lula defendeu que o Brasil tenha autonomia para desenvolver tecnologia e agregar valor à sua própria produção. Falou sobre a importância da soberania nacional e da educação para o crescimento do país.

“Eu quero que vocês estudem. Eu quero que vocês sejam engenheiras, que vocês sejam matemáticas. Que vocês estudem todos no mundo digital. Porque o Brasil não vai ficar dependendo nem da China, nem dos Estados Unidos para fazer a sua inteligência artificial”, afirmou.

Alckmin: Minas vai rejeitar o bolsonarismo

“Minas, terra da liberdade, vai rejeitar o bolsonarismo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin durante o ato político em Minas Gerais. Ele lembrou que “é caranguejo que anda para trás”, em referência à extrema direita, que representa um retrocesso político e social.

Geraldo Alckmin repetiu que a extrema direita representa o retrocesso.

Alckmin destacou ainda os avanços do Governo Lula em diferentes áreas, citando que o Brasil registrou crescimento da economia, do emprego, da renda e do PIB, além de avanços na educação. Ele, ainda, reforçou a importância do direito ao voto no país.

“O presidente Lula salvou a democracia no Brasil. Quem não confia no voto popular, nem candidato deveria ser”, ressaltou o vice.

Lula também citou a importância dos vices, ao mencionar também o colega de chapa de Patrus Ananias, Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, e fez mais um reconhecimento público à lealdade e parceria de Alckmin.

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