
Os partidos do principal bloco de centro da Câmara formalizaram nesta quarta-feira (14) o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. O movimento busca isolar o PL, que terá a maior bancada individual na próxima legislatura e discute lançar um candidato ao comando da Câmara, segundo o UOL.
A aliança reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos. De acordo com a Agência Câmara, o bloco terá 240 deputados a partir de fevereiro de 2027. Em nota divulgada após um almoço com Motta, os líderes anunciaram que permanecerão unidos também na eleição da Mesa Diretora.
“O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados”, afirma o comunicado. O anúncio formaliza uma etapa da articulação de Motta para reunir partidos de centro e da esquerda contra o avanço bolsonarista.

O PL, que conquistou 121 das 513 cadeiras da Câmara, ainda resiste a aderir à recondução do atual presidente. O Republicanos apresentou a manutenção do apoio a Motta entre as demandas discutidas durante as negociações para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A proposta não foi acolhida naquele momento.
Nas conversas, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que os partidos de centro apresentassem um candidato. O PL, contudo, também avalia disputar a presidência do Senado e reconhece a necessidade de reservar espaço aos aliados. Marinho é citado para o Senado, enquanto Pedro Lupion (Republicanos-PR) aparece entre os nomes cogitados para a Câmara.
A união em torno de Motta aumenta a pressão sobre os partidos que ainda não definiram posição. O apoio anunciado não resolve a eleição de 2027, mas estabelece uma frente para negociar a maioria e dificulta a tentativa do PL de converter sua bancada ampliada no controle da Casa.