
Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que uma vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), nas eleições abriria caminho para o governo brasileiro negociar a compra de armas de empresas dos Estados Unidos. Ele vinculou a possibilidade ao que chamou de “poder da caneta” de um eventual governo de Flávio.
O ex-parlamentar falou sobre o tema na quinta (17), diante do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e disse ter conversado com autoridades do governo americano. O órgão é comandado pelo secretário de Estado Marco Rubio, aliado de Donald Trump.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de negociação, Eduardo declarou que o governo americano estaria “totalmente aberto” ao que descreveu como transferência de tecnologia. Em seguida, ele próprio equiparou essa operação à venda de armas para o Brasil.
“É um jogo de ganha, ganha. O brasileiro ganha com mais segurança, o americano ganha na venda do produto. Isso daí é uma interação que ocorre e é bom para todos os lados”, disse Eduardo Bolsonaro.

Condição eleitoral e fabricantes citados por Eduardo Bolsonaro
Eduardo associou qualquer transação à eleição de Flávio Bolsonaro. “A gente tem que ter primeiro o poder da caneta para conseguir fazer uma transação dessa”, afirmou ao responder sobre uma perspectiva para o envio de armas dos Estados Unidos.
Ele citou a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas pelo governo Trump como elemento que pretende usar nas conversas sobre armamentos. Eduardo não detalhou qual medida formal adotaria para transformar a classificação em negociações com empresas americanas.
Na entrevista, o político listou fabricantes sediados nos Estados Unidos e mencionou a SIG Sauer, instalada em New Haven, e a ArmaLite, associada à criação do fuzil AR. “Você tem tudo o que há de melhor no mundo”, declarou.
Eduardo Bolsonaro também criticou as armas utilizadas pelas polícias brasileiras. Ele não informou quais modelos, quantidades, valores ou empresas estariam envolvidos em uma eventual compra pelo governo brasileiro.