Da Redação, com IA
Durante a realização do workshop em Assunção, nos dias 16 e 17 de setembro, o governo paraguaio confirmou a recepção, em 16 de setembro, de Mónica Ager Jacobsen — Deputy Coordinator for Homeland Security, Screening and Terrorist Designations do Bureau of Counterterrorism do Departamento de Estado dos EUA. Ela reuniu-se com o vice-ministro paraguaio Miguel Aranda e com o encarregado de Negócios da Embaixada americana, Robert Alter, para tratar de crime organizado transnacional e da necessidade de trabalho coordenado entre países.
Coincidências e Interrogações na Apuração
O dado é relevante por coincidir em data, cidade, órgão norte-americano e temática com o workshop “Combate ao Irã e seus Representantes nas Américas”. Embora não haja documento oficial comprovando que Jacobsen participou ou comandou o evento, sua presença em Assunção indica qual divisão do Departamento de Estado pode estar envolvida na iniciativa.
A atuação de Jacobsen abrange screening e designação de organizações terroristas, o que toca diretamente no cenário brasileiro, cujos critérios legais de enquadramento diferem das listas unilaterais norte-americanas. Isso levanta uma questão central sobre a soberania e os objetivos do encontro: se o foco é apenas compartilhar técnicas investigativas ou harmonizar critérios de identificação e rastreamento utilizados pelos Estados Unidos na América Latina.
Contexto Geopolítico e Próximos Passos
O evento ocorreu em um momento em que Estados Unidos e Irã estão em conflito, intensificado por declarações de uma missão de investigação da ONU sobre ataques norte-americanos. Até o momento, a programação integral do workshop ou a participação formal de outros representantes brasileiros não foram publicamente divulgadas, mantendo-se vigente a revogação da participação de Lucas Gualtieri pelo MPF. A próxima etapa da apuração aponta para o acompanhamento das ações de Mónica Ager Jacobsen e do Bureau of Counterterrorism.
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